Com clima atípico e baixas temperaturas, autoridades destacam que o frio foi determinante para a Operação Estiagem
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Por Leonardo Gianetti e Manuela Papa
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A Defesa Civil de Campinas projeta que 2026 será mais difícil para a região metropolitana no combate às queimadas, em função da alta temperatura e do abastecimento de água, com previsão de racionamentos na temporada de seca. A Sanasa prepara a instalação de seis hidrantes, planejados para o enfrentamento de situações adversas. A explicação é do coordenador da Operação Estiagem, e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado ao relatar o trabalho deste ano, em função dos efeitos registrados com as mudanças climáticas no período de estiagem. “Já as vivemos, é um fato. Isso já é uma realidade. O impacto já está acontecendo, você pode colocar mais reservatórios, você pode colocar outras equipes, ampliar toda a sua atividade, porque a situação dos eventos extremos é uma realidade em toda a região.”
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(Foto: Manuela Papa)
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Os hidrantes serão colocados nos bairros Jardim Florence II, Jardim Monte Belo, Jardim Santa Cândida, Jardim São Quirino, Gargantilha e Village, o que deve auxiliar no combate aos incêndios na cidade. Este ano, a novidade da Operação Estiagem se deu na instalação do reservatório de 100 mil litros no Pico das Cabras, o equivalente a oito caminhões para abastecimento, entre os distritos de Sousas e Joaquim Egídio. Com uso exclusivo do Corpo de Bombeiros, a função do reservatório é auxiliar os brigadistas a combater incêndios nas áreas de difícil acesso. Furtado ainda ressalta a importância da tecnologia nas operações, com o uso de satélites, drones e robôs de mapeamento, aliados para garantir êxito no enfrentamento de queimadas durante o período de seca.
Além disso, Furtado destaca que houve um aumento no monitoramento por satélite em cidades vizinhas, como Monte Mor, Itatiba e Valinhos, o que foi fundamental. Furtado ainda explica que conseguiram detectar incêndios criminosos dessa forma. Em 2024, foram detidas cerca de 22 pessoas. De acordo com boletins da Defesa Civil de Campinas, o município registrou uma redução nos focos de incêndio, entre 2024 para 2025, passando de 850 para 334. Segundo Furtado, a queda se deve ao clima atípico deste ano. Em 2024, Campinas registrou altas temperaturas quase que em todo o período de estiagem, mas este ano houve a redução dos focos e incêndios com as chuvas e as baixas temperaturas.
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Orientação: Profa. Rose Bars
Edição: Murilo Sacardi

