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Importância da autoestima nos tratamentos quimioterápicos

O Outubro Rosa é marcado pela importância de informar, diagnosticar e cuidar do corpo e da mente durante a luta contra o câncer de mama

Por Júlia Sabatin

O mês de outubro é marcado pela campanha de conscientização do câncer de mama. O intuito da campanha é trazer informações sobre a doença, promover o acesso aos exames precoces, como o toque, e serviços de diagnóstico, orientar as pessoas a cuidarem da saúde e fazerem acompanhamento médico. Mas os danos da doença vão além dos físicos, a autoestima e o emocional da mulher também são afetados.

Um dos danos colaterais causados pelo tratamento quimioterápico é a alopécia, condição que provoca a queda capilar. Para Luciana Corrêa, 48, que venceu o câncer há alguns meses, a autoestima foi um problema apenas no começo do tratamento.

“Foram 16 quimioterapias, 2 cirurgias, 15 rádios e fora as injeções que eu levava na barriga. No começo eu senti um pouco um abalo da autoestima, mas depois eu comecei a pensar que estava viva e isso era o que mais importava, então logo parei de ligar”, relembra Luciana.

Luciana, 48, o tratamento contra o câncer não foi fácil, mas o apoio de família foi fundamental (Foto: Júlia Sabatin)

O psicanalista Vitor Vieira explica que não é só a autoimagem que é impactada na diminuição de autoestima “Existem situações que nós controlamos e situações que nós não controlamos, no caso do tratamento oncológico gera os efeitos colaterais, mudanças na fisionomia e uma carga mental sobrecarregada”.

Para Vitor, uma forma de reerguer a autoestima perante as mudanças físicas causadas pelo tratamento é não parar de se cuidar. “Manter os mesmo cuidados estéticos que tinha antes do câncer é muito importante, por mais de ter que raspar os cabelos em muitos casos, é importante cuidar daquilo que pode ser cuidado, manter o cuidado é importante para a pessoa lembrar o seu corpo que ele também precisa ser cuidado”, reforça.

Escute toda a fala do psicanalista:

Luciana ainda reforça que não se deixou abater, com o apoio da família ela superou e está curada. “Então assim, estou curada! Óbvio que foi difícil, mas eu acordava cedo, olhava no espelho e pensava no como eu estava linda carequinha”.

Outro dano colateral causado pela quimioterapia são as recorrentes fadigas. Segundo a educadora física especialista em pacientes oncológicos, Andressa Semionatto, quase 95% dos pacientes quimioterápicos se queixam sobre a fadiga e muitos continuam com esse incômodo após o fim do tratamento. 

Um conselho de Andressa é a prática de atividade física, como caminhadas e pesos leves. “A ideia é que o paciente saia da condição sedentária ou fatigada e faça um programa de exercícios, para se movimentar”, explica. 

Confira a entrevista na íntegra:

A atividade física além de ajudar no condicionamento auxilia também na autoestima. Os hormônios liberados durante a atividade física como endorfina, serotonina, dopamina e outros, auxiliam no aumento da autoestima, já que esses hormônios trazem prazer e felicidade.

Andressa fazendo exercícios para melhorar o bem-estar de sua paciente Paula Melari Garcia (Foto: Júlia Sabatin)

Vitor Vieira explica que cuidar da parte mental é muito importante durante o tratamento, servindo como um aliado a quimioterapia, “As formas que você tem de buscar lidar com isso, primeiramente ajuda profissional de saúde mental para você ter um lugar para não ser julgada e falar como você se sente”.

Ação Bem Te Quero

O projeto social Ação Te Quero nasceu com a ideia de levar autoestima para mulheres com câncer. Tatiana Martinelli o criou quando passou por uma experiência parecida.

 “O projeto se iniciou de 2017 para 2018, a minha maior inspiração para montar o projeto foi a minha mãe, que foi diagnosticada com câncer no intestino. E em um dia muito difícil na oncologia eu descobri que eu precisava levar autoestima para essas mulheres”, relembra Tati.

O projeto completou sua 8° edição no hospital do amor e teve maquiadoras, cabeleireiras, manicures e muitas outras profissionais voluntárias, Tati e Maria das Dores em sequência (Foto: Júlia Sabatin)

No último dia 21 de outubro foi realizada a 8° edição do projeto coordenado por Tatiana. A ação aconteceu das 13h às 17h no Hospital do Amor de Campinas. E contou com a participação de mulheres que estão em tratamento contra o câncer e mulheres que já estão curadas. 

“Estou aqui fazendo um dia de princesa, depois de tanta luta e dias difíceis eu já estou na minha terceira edição da ação. Aqui ficamos com a autoestima elevada e com mais vontade de viver e de lutar”, conta Luciana Corrêa.

Confira abaixo um vídeo deste dia tão especial:

Orientação: Profa. Karla Ehrenberg

Edição: Bianca Freitas


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