Noticiário Geral

Louveira é referência no serviço de acompanhamento pré-natal

Katia Narciso, diretora de saúde, explica o programa na cidade e o suporte oferecido para as gestantes

Por Daniel Rosa

Louveira possuí o melhor índice de consultas realizadas no acompanhamento pré-natal em toda a região de Jundiaí e de Campinas. Um levantamento feito pela Prefeitura, junto da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), mostra que a cidade registrou 710 nascimentos em 2022, destes, 663 mães concluíram pelo menos sete consultas de pré-natal, representando a porcentagem de 93,38%. Esses dados colocam também a cidade como a 37º melhor no estado de São Paulo no atendimento à gestante.

A diretora da Secretaria Municipal da Saúde e responsável pela saúde da mulher na cidade, Katia Narciso, informa que parte do sucesso nos números de consultas realizadas é do programa Mãe Louveirense. Ele oferece uma rede de apoio humanizado, vídeo aulas para as mães de primeira viagem e, como forma de incentivo, presenteia, junto do fundo social de solidariedade, as mães que completam o número de sete consultas pré-natal realizadas dentro da rede municipal de saúde.

As gestantes que estiverem no último trimestre da gravidez e inscritas no programa fazem uma visita à Santa Casa de Louveira para que seja apresentada a área pré-parto, o berçário, o ambulatório de amamentação, o cartório e todo o resto da estrutura do hospital. Tudo isso para que haja confiança na estrutura e tranquilidade para que o parto seja realizado na Santa Casa. Katia informa também que o acompanhamento pré-natal se inicia pelo teste rápido realizado em qualquer UBS da cidade, após isso a primeira consulta já é feita, ela que encaminhará a gestante para os passos seguintes, já marcando próximas consultas e novos exames. A mãe pode seguir seu acompanhamento através de um cartão da gestante que é entregue pelo doutor. Para que elas tenham preferência nos atendimentos, todos os postos de saúde da cidade possuem vagas reservadas no calendário de agendamento.

Katia Narciso é diretora da Secretaria de Saúde do município de Louveira e responsável pela saúde da mulher na cidade (Foto: Daniel Rosa)

Na primeira consulta é analisado se a mãe precisará de um acompanhamento psicológico durante o processo. Os postos de saúde possuem grupos de apoio para que haja conversas e partilha de experiências entre as gestantes, tudo com mediação de uma psicóloga. Se for necessário um acompanhamento psicológico pessoal, também é possível.

O compromisso das consultas no começo da gestação ocorre mensalmente, com o passar do tempo vão sendo quinzenalmente, semanalmente e, dependo da situação, pode chegar a ser diária. As agendas contam com consultas com um médio específico, ultrassons, fisioterapia, exames rotineiros para gestante e se precisar, o acompanhamento psicológico. O Ministério da Saúde recomenda que toda mãe realize ao menos seis consultas de pré-natal durante toda gestação, mas elas podem chegar a fazer de dez a doze, em média.

A Secretaria de Saúde preza para que o acompanhamento não seja interrompido, se houver falta da gestante com algum compromisso do pré-natal é feita uma “busca ativa” para procurar saber o motivo da ausência. Pode acontecer de alguns exames serem marcados para outras cidades, por conta de alta demanda, mas para isso é oferecido o transporte gratuito a todas que necessitarem.

A cidade só não possuí estrutura para que as gestantes de alto risco possam seguir com o acompanhamento pré-natal na rede municipal, mas para que elas não fiquem sem suporte, o acompanhamento é feito através de uma rede de apoio junto do Hospital Universitário de Jundiaí. Nesse caso, a prefeitura de Louveira também oferece o transporte gratuito.

Apesar de ter o reconhecimento pela estrutura oferecida, também há reclamações por parte de algumas mães. Andressa Mattos de Souza tem 24 anos e está passando por sua primeira gestação, com dezoito semanas. Ela relata problemas ao marcar as consultas por estar finalizando a sua graduação em psicologia e, que apesar da preferência para as gestantes na agenda de consultas, os horários disponíveis nem sempre são benéficos por conflitarem com compromissos pessoais. “Tentei marcar o retorno com o médico, mas me disseram que só havia horário para manhã. Eu estou no final do meu último semestre na faculdade e não gostaria de faltar, tenho toda a tarde disponível, mas nem tentaram me agendar para este horário”.

Segundo a secretaria, a dificuldade para marcar consultas está sendo um problema recorrente pois a taxa de natalidade na cidade vem crescendo nos últimos anos. Mas, informam que medidas já estão sendo tomadas para que todas as mães continuem sendo atendidas na rede municipal.

Orientação: Profa. Rose Bars

Edição: Murilo Sacardi


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