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Animais domésticos caçam dentro da Mata Santa Genebra

Funcionários querem conscientizar vizinhança sobre a importância dos cães e gatos ficarem em suas casas

Por Erislene Mesquita

Os funcionários da Mata Santa Genebra, em Campinas, estão preocupados com a presença de animais domésticos que entram e se escondem na vegetação da reserva para caçar. As espécies abatidas, normalmente, são de pequeno e médio portes como gambás, tatus, preás, cutias, pacas, jovens capivaras, veados e insetos em geral, mortos por cães e gatos da vizinhança. Por isso, a equipe da reserva realiza periodicamente campanhas de conscientização para que os vizinhos mantenham seus animais em casa. “Eles são ameaçados por cachorros e gatos, que são predadores”, avalia o biólogo Tomaz Barrella.

O biólogo Thomaz Barrella caminha pela mata para obserar se há animais domésticos escondidos na reserva (Foto: Erislene Mesquita

A Mata Santa Genebra é um patrimônio de preservação ambiental, administrado pela Fundação José Pedro de Oliveira, vinculada à Prefeitura de Campinas. A Mata contém fauna e flora diversas, animais nativos como tucanos, lobo guará, macaco prego, cutia e outras espécies que estão ameaçadas de extinção: gato do mato pequeno, jaguatirica, onça parda, bugio ruivo, soldadinho, cuíca lanosa, lontra.

Historicamente, a mata era uma fazenda, que pertencia ao Barão Geraldo de Resende, considerada um modelo de produção de café no século XIX. No início do século XX, começou a ser administrada pelo casal José Pedro de Oliveira e Jandyra Pamplona de Oliveira. Em 1970, com a força dos movimentos ambientalista, pesquisadores, professores de instituições de ensino e ambientalistas, a mata da Fazenda Santa Genebra foi transformada em um reserva municipal para a realização de pesquisas ambientais. Em 1992, a área foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico Cultural de Campinas (Condepacc), por meio da Resolução 11/92.

Segundo o Biólogo Thomaz Barrella, uma vez que os animais entram na floresta a remoção deles é custosa. Os cães formam matilhas, podendo caçar até presas maiores, como veados, pacas, jovens capivaras. “eles atacam em coletivo, o que torna mais fácil matar suas presas”, frisa. As presas dos gatos são pequenos mamíferos, répteis, anfíbios, aves e insetos em geral. Embora prendem presas menores e são menos perceptíveis, segundo o biólogo, “eles são predadores mais vorazes e prejudiciais do que os cães, pois esses animais pequenos são a base da cadeia alimentar e todo o restante da cadeia é impactada”. Além disso, muitos animais são dispersores de sementes ou polinizadores, prejudicando também a flora da mata.

Um dos projetos que mata tem de conscientização é o Mata Vai. Os funcionários vão até as escolas, feiras e eventos com o objetivo de levar a conscientização ambiental e a distribuição de panfletos informativos. Os funcionários também tentam conversar com os proprietários dos animais, especialmente os de áreas rurais, para que os vizinhos não deixem que eles entrarem na floresta.

Orientação: Profa. Rose Bars

Edição: Théo Miranda


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