Ciência
Especialista explica que enfrentamento da doença exige estudos laboratoriais e estratégias proativas do Poder Público
Por: Fábio Despontin Malvezzi e Victor Costa
A febre maculosa é uma infecção causada por uma bactéria transmitida por carrapatos, que são encontrados com frequência em capivaras, cavalos e cães. A contaminação de pessoas costuma ocorrer em áreas de vegetação densa e próxima a rios e lagos, onde os carrapatos se reproduzem mais facilmente. É uma doença rara, mas com alto grau de letalidade.

Este ano em Campinas, onde o carrapato-estrela é o vetor mais comum da doença, foram registrados dois casos de febre maculosa que terminaram em morte. Segundo o articulador do Núcleo de Arboviroses, Zoonoses e Determinantes Ambientais no Departamento de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Campinas, Fausto de Almeida Marinho Neto, a melhor forma de combater a doença por parte do poder público é por meio da pesquisa acarológica.
Pesquisa acarológica é um tipo de estudo que visa identificar e monitorar a presença de ácaros e carrapatos em determinada área, bem como as doenças que eles podem transmitir para humanos e animais. “Os profissionais fazem uma análise das características de vegetação, presença de cursos hídricos, animais que circulam pelas redondezas e montam armadilhas de CO2 ou técnica de arrasto”, explicou Fausto Neto.

As armadilhas de CO2 são feitas com gelo seco que libera gás carbônico e faz com que o carrapato seja atraído, por associar isso a uma concentração de seres vivos respirando no local. Já a técnica de arrasto consiste em tentar capturar espécimes por meio de um pano branco que é arrastado ou passado sobre a vegetação, grama, arbustos ou qualquer outra superfície onde os ácaros ou carrapatos possam estar presentes.
Os espécimes recolhidos são levados ao laboratório da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) da Prefeitura de Campinas para identificação do gênero e espécie de carrapato presente na área pesquisada. O estudo facilita a execução de medidas de prevenção, pois determina o local onde há ou não presença do carrapato transmissor da febre maculosa brasileira. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), Neto reconhece as principais áreas de risco, mas prefere outra abordagem para evitar a proliferação da doença. “Área de risco é toda área onde haja vegetação, cursos hídricos, hospedeiros animais e, consequentemente, presença do carrapato-estrela. Só que é frágil apontarmos os nomes das principais áreas e as pessoas gravarem que só nessas áreas há o risco e descuidarem dia demais locais onde também pode haver transmissão”, afirmou Neto.
Orientação: Prof. Artur Araujo
Edição: Suelen Biason
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