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Unidade ganhou vidro nas portas, iluminação natural e canteiro para hortaliças e flores no Jardim Flamboyant
Por Nandra Bites
Depois de uma pesquisa desenvolvida pela direção da escola Espaço Crescer e Vencer, localizada no Jardim Flamboyant em Campinas, em parceria com a Fundação Feac, apontar que 83% das crianças atendidas não possuem área verde para brincar em suas casas, mais de 37% não possuem quintal e 50% têm espaço inferior a 10 metros quadrados de área fora da residência, a diretora Aline Santos, que trabalha há mais de 10 anos na unidade, resolveu reformular a proposta de ensino, levando os pequenos para aprender diariamente nos espaços externos em contato com a natureza e propondo uma nova metodologia de ensino para as 275 crianças matriculadas em tempo integral no ensino infantil.

“A ideia surgiu de uma problemática não só do nosso espaço escolar, como também da comunidade na qual nossas crianças estão inseridas: a falta de área verde e natureza. Paredes, tecnologias, artefatos de plásticos ganham forças. As crianças estão cada vez mais institucionalizadas, passam longas horas em escolas fechadas e, quando voltam para suas casas, não encontram espaço ao ar livre, em contato com a natureza, deixam de se conectar com o meio ambiente, ou seja, esquecem parte de sua essência”, explica a diretora.
O projeto que levou o nome “Verdejando as Aprendizagens”, foi reconhecido e premiado pela Fundação Feac com o valor de R$ 100 mil para a compra de brinquedos de madeira, brinquedos sensoriais, reestruturação da proposta de salas de aula com portas de visores transparentes, janelas ampliadas para uma melhor iluminação natural, plantio de hortas e flores, além das 30 mudas de árvores plantadas pelas próprias crianças.
Essa nova abordagem reformulou a dinâmica dos alunos e funcionários envolvidos, levando as crianças ao contato diário ao ar livre, melhorando o desempenho comportamental cognitivo e socioambiental, fazendo com que os alunos se sintam parte da natureza e desfrutem do que ela pode oferecer constantemente.

O projeto desenvolvido por Aline foi embasado no novo manual desenvolvido e publicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) no conceito do “desemparedamento infantil”. Esse tema surgiu no Brasil em 2005, através de uma tese defendida pela educadora ambientalista Léa Triba, formada pela PUC- Rio, que como premissa, traz à vivência, a independência, criatividade e resiliência das crianças, permitindo que elas desenvolvam habilidades sociais, emocionais e cognitivas importantes, através de suas experiências no campo da natureza.
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: Ana Ornelas
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