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Jornalismo esportivo sob o dilema de informar e entreter

Luiz Nascimento, coordenador de filiais da CBN e colunista do Globoesporte, destaca desafio das novas mídias e a imprensa

Por: Bruno Leoni, Caio Cominotte, Guilherme Tristão, Izabella Santos, Marcela Franco e Samuel Garcia

“Além de ser majoritariamente centrada no futebol, e aqui me refiro ao futebol masculino, o jornalismo esportivo brasileiro vive nos últimos anos o dilema entre informação, análise e entretenimento’,” afirma Luiz Nascimento, coordenador de filiais da Rede CBN e colunista do Globoesporte. Nascimento critica a forma como o jornalismo esportivo é conduzido no Brasil, particularmente em relação ao ‘advento das novas mídias’.

Luiz Nascimento, coordenador de filiais da Rede CBN e colunista do Globoesporte

Nascimento atribui esse dilema a uma série de fatores como clubismo, regionalismo, falta de postura, arrogância, machismo e até a falta de conhecimento sobre os temas abordados. Ele ressalta o papel da influência do jornalismo na maneira como os fãs recebem e replicam informações, especialmente na era digital, quando as novidades estão disponíveis 24 horas por dia, através de celulares, computadores e televisões.

Neste contexto, Nascimento questiona: “Até que ponto se faz jornalismo? Até que ponto se faz análise? Até que ponto se faz entretenimento?” Ele percebe que essa busca por audiência leva ao dilema entre essas três abordagens, vivido por todos – desde os profissionais independentes até os grandes conglomerados de mídia.

Devido a essa preferência do público, o jornalismo esportivo acaba priorizando o futebol, relegando outros esportes. A solução, segundo Nascimento, seria uma maior honestidade com o público, deixando claro o que é informação e o que é entretenimento. Ele argumenta que “O que não se pode é ser desonesto com o público, misturando ambos deliberadamente, adotando cada postura apenas em busca de audiência.”

Orientação: Prof. Artur Araujo

Edição: Suelen Biason

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