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Principal causador de cegueira irreversível, doença pode ser detectada em seu início em consultas de rotina
Por: João Amorim
O glaucoma está cada vez mais presente na sociedade mundial. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2040 haverá cerca de 110 milhões de pessoas diagnosticada com essa doença. A oftalmologia Thais Helena Moreira explica que o principal motivo para muitas pessoas desconhecerem do problema deve-se à necessária de ir ao médico uma vez por ano. “Mesmo que a pessoa não sinta nenhum problema em sua visão, ela deve procurar o médico, porque o glaucoma é uma doença que não começa afetando o centro da visão, e sim a periferia, um problema muito imperceptível”.

A médica cita que os principais fatores de riscos dessa doença é o histórico familiar, a etnia, a espessura da córnea e a pressão intraocular da pessoa. “O glaucoma afeta diretamente o nervo ótico, nervo responsável pela transmissão do impulso nervoso da retina para o cérebro, fazendo com que o tratamento seja repetido, visto que é um problema que não irá regredir, mas pode estacionar no lugar, evitando o aumento da pressão intraocular”
O tratamento do glaucoma não é algo simples, que visa o controle da pressão intraocular. Normalmente, o paciente inicia com a aplicação de um colírio evitando o crescimento. “Se o colírio não for capaz de evitar o aumento, existem outras duas opções, que é a cirurgia e a utilização de um comprimido, que não é muito recomendado por trazer diversos problemas colaterais para o corpo humano”, explica Thais Helena.
Há um novo tratamento que chegou ao Brasil, o icetent, que consiste em um implante de drenagem, o doutor Lucas Fernando Rosas Grotto fala um pouco de como ele funciona. “É implantado dentro do olho do paciente, mas especificamente no ângulo, para aumentar a drenagem, ele é minimamente invasivo, então é uma cirurgia que possui pouca modificação anatômica”.
Segundo ele, há quatro tipos de glaucoma: ângulo aberto, ângulo fechado, congênito e o glaucoma secundário. “O mais comum entre eles é o de ângulo aberto, que no caso o paciente não sente sintomas e afeta normalmente os dois olhos, enquanto o de angulo fechado é o mais perigoso, pois leva à perda de visão. O congênito é bem raro que aparece no recém-nascido e o secundário é causado por lesões nos olhos, como pancadas”, explica.
Sandra Pateis foi diagnosticada com glaucoma no início de 2022 e afirma que conhecia muito pouco sobre a doença e que após sentir muita dor de cabeça, dor nos olhos e embaçamento na vista foi procurar um médico para tentar entender o que tinha. “Descobri meu glaucoma no mês de março e isso me afetou muito psicologicamente, como não tinha muita informação sobre essa doença tinha muito medo de ficar totalmente cega”, revelou. Segundo ela, seu tratamento contempla tipos de colírios e retornar às consultas a cada três meses. Ela reclama do valor do colírio e do custo para exames clínicos. “É um absurdo o preço do colírio, sem contar as consultas e os exames. Um exame ficou em 400 reais, muito fora do padrão para a minha realidade”, desabafa.

A Revista Brasileira de Oftalmologia entrevistou 200 voluntários que foram atendidos no serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Lauro Wanderley, confirmando que poucas pessoas conhecem a gravidade dessa doença. Em outra amostragem, entrevistando 250 pacientes com suspeita da doença, mostra que pessoas acima de 40 anos têm mais probabilidade de ter o glaucoma.
Orientação: Profa. Rose Bars
Edição: Marina Fávaro
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