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Técnica antiga registra memórias indígenas

Artista Dani Sandrini imprime fotografia em folhas de árvore; processo que leva até 5 dias

Por: Melyssa Kell

Imagem do indígena Casé Angatu Xukuru, da etnia Xukuru/Tupinambá, impressa em folha de árvore, integra a mostra no Sesc (Foto: Melyssa Kell)

Um conjunto de 70 obras produzidas pela fotógrafa e artista plástica paulistana Dani Sandrini, através de técnicas antigas denominadas antotipia e fitotipia, estarão expostas até o dia 1⁰ de outubro no Sesi de Campinas. “Terra Terreno Território” é uma exposição que resgata técnicas fotográficas do século XIX, utilizando pigmentos extraídos de plantas para a impressão de uma cópia da fotografia a partir de outras imagens.

Dani Sandrini: memória apagada e técnica dialogam (Imagem: Bruna Bombarda).

Além disso, a própria folha da planta é utilizada como suporte para imagem. Ambos os processos – antotipia e fitotipia – se dão através da exposição à luz solar, em tempos que variam de três dias a cinco semanas.

De acordo com a artista Sandrini, a exposição foi inspirada e idealizada sob três pilares, sendo eles o trabalho documental que se propõe a fazer em suas fotografias; sua pesquisa sobre a passagem do tempo; e a indignação com a situação dos indígenas no Brasil.

“Vou acompanhando a situação dos indígenas no Brasil, acho muito crítica, uma luta que não termina nunca. O apagamento histórico a que estão submetidos dialoga bastante com as técnicas e transformação das imagens com o tempo, que tem a ver com a transformação da cultura viva”, comentou a artista em entrevista ao Digitais.

Trabalhos da fotógrafa Dani Sandrini na exposição “Terra Terreno Território” (Foto: Melyssa Kell)

As imagens fotográficas, de tamanhos variados apresentadas na exposição, remetem à temporalidade e preservação da memória, reflexão que é inversa às práticas fotográficas digitais atuais, onde predomina a rapidez do click e da reprodução visual.

“Parece algo super objetivo, com uma objetividade fotográfica. Gosto da ideia de um projeto documental, mas que lida com essa subjetividade do que se está vendo, do que se está sentindo”, diz a artista.

Com “Terra Terreno Território”, a fotógrafa alerta para a necessidade de compreender a cultura indígena como uma cultura presente, além de acentuar a observação da passagem do tempo, da transformação e das conexões possíveis. “Tempo agindo nas folhas, é sobre isso que eu tô falando, esse tempo e essa conexão com a natureza”, acrescenta Dani Sandrini.

A exposição é gratuita com classificação livre e continuará disponível até o dia 1⁰ de outubro no Sesi de Campinas.

Aqui, acesso à versão virtual da exposição

Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti

Edição: Pietra de Moraes


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