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Em 2022, a metrópole atendeu 165 refugiados; 51% de todos os atendimentos realizados em 2021
Por: Letícia Almeida
A Prefeitura de Campinas (SP) divulgou que somente nos meses de janeiro e fevereiro de 2022 realizou atendimento a 165 refugiados, 43% deles são venezuelanos, totalizando 72 pessoas. Em seguida, somam-se 62 haitianos que buscaram auxílio do município. Imigrantes dos dois países representam o maior número de atendimentos, que já representa 51% de todos os registrados realizados no ano de 2021, quando 321 pessoas buscaram apoio público. Deste número, somam 137 haitianos e 132 venezuelanos, além de imigrantes de outras 18 nacionalidades.

Os atendimentos são realizados pela Secretaria de Assistência Social, Pessoa Com Deficiência e Direitos Humanos de Campinas, através do Serviço de Referência ao Imigrante, Refugiado e Apátrida. Esta unidade de atendimento visa minimizar as condições de vulnerabilidade extrema dessa população.

A unidade auxilia os refugiados na regularização migratória, além de garantir direitos básicos de acesso à saúde e educação, como orientação para atendimento via SUS e encaminhamento para a rede pública de ensino, com possibilidade de solicitar equivalência do ensino fundamental e médio realizados em seus países de origem. A prefeitura também oferece auxílio quanto ao aprendizado da língua portuguesa. Imigrantes também são orientados a fazer cadastro no CPAT de Campinas, que oferta vagas de emprego para diversas áreas.
Unicamp – Além dos serviços socioassistenciais fornecidos pela prefeitura, pessoas refugiadas podem solicitar vaga em qualquer curso da Universidade de Campinas (Unicamp). Não há limites de vagas. A Cátedra Sérgio Vieira de Mello da Unicamp, presidida pela professora Ana Carolina de Moura Delfim Maciel, é resultado de um acordo da universidade com a Agência da ONU Para Refugiados (ACNUR). “Atuamos em diversas frentes de ação desde o ingresso facilitado para alunos e alunas refugiados, ações de extensão universitária, políticas de permanência e de fomento à pesquisa voltada para a temática refúgio e refugiados”, afirma a docente.
A Unicamp conta atualmente com 14 estudantes refugiados na graduação e 1 na pós graduação. A universidade tem auxílios e bolsas de permanência oferecidas pelo Serviço de Apoio ao Estudante (SAE). Além disso, a Unicamp está tentando apoio junto ao governo federal. “Solicitamos apoio ao governo federal e à CAPES, mas ainda aguardamos uma formalização”, disse a professora Ana Carolina.
Empoderando Refugiadas – A ACNUR promove, junto a Rede Brasil do Pacto Global e ONU Mulheres, o projeto “Empoderando Refugiadas”, uma iniciativa que auxilia mulheres refugiadas na inserção no mercado de trabalho. A rede de shoppings Iguatemi possui parceria com o projeto e iniciou a contratação de venezuelanos em Campinas. Atualmente, o Iguatemi Campinas possui três colaboradores venezuelanos.

O projeto oferece treinamento profissional para mulheres refugiadas e promove parcerias com empresas privadas para identificar vagas de emprego que possam ser preenchidas por elas. A quinta edição do projeto, realizada entre setembro de 2020 e março de 2021, foi patrocinada pela rede Iguatemi. Na ocasião, foram oferecidas 70 vagas de formação para mulheres refugiadas. Ao fim do processo, 10 delas foram contratadas pela rede, além do marido de uma delas.
Antes de firmar parceria com o projeto da ACNUR, o Iguatemi Campinas já possuía pessoas refugiadas em seu quadro de funcionários, entre eles três nigerianos e um dominicano. Através do projeto Empoderando Refugiadas, o shopping passou a trabalhar também com pessoas da Venezuela, como explica em áudio Paulo Tilkian Filho, gerente geral do empreendimento.
Orientação: Profa. Rose Bars
Edição: Oscar Nucci
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