Palestra do professor Carmino de Souza
Saúde

“Pandemias não acabam”, diz ex-secretário de Campinas

Alunos assistem palestra sobre o enfrentamento de pandemias e os desafios da comunicação

Por: Isabela Cassólla

Palestra do Professor Carmino de Sousa sobre saúde e comunicação

Graduandos do sétimo período do Curso de Jornalismo da PUC-Campinas receberam na sexta-feira, dia 25, o Prof. Dr. Carmino de Souza, hematologista formado pela Unicamp, para palestra sobre o enfrentamento de pandemias e os desafios da comunicação. A convite do Prof. Artur Araújo, o médico discorreu e rememorou os maiores desafios de sua carreira por mais de uma hora e maia.

Foi durante a epidemia do HIV, na década de 1980, que Carmino de Souza encabeçou a criação do primeiro centro público de hematologia em Campinas. Além da inexistência de uma organização semelhante, a morte de 2 mil hemofílicos neste período motivou o médico a dar vida à Hemorrede e, como fruto do notório trabalho, foi convidado a ocupar um cargo na Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Ainda falando sobre sua experiência em meio à gestão pública no enfrentamento a epidemias, o médico enfatiza que as pandemias não acabam, pois são cíclicas e a não propagação do vírus muitas vezes depende da vacinação. “Em Campinas, que é uma cidade vulnerável a epidemias, só não houve epidemia de febre amarela em 2017 porque quase um milhão de habitantes havia tomado a dose única da vacina”, exemplifica Carmino de Souza.

Atualmente distante da gestão pública, o hematologista escreve a coluna “Letra de Médico” no site Hora Campinas e está às vésperas de estrear uma coluna no Estadão. “A comunicação de risco é um ato muito difícil para a saúde pública. Comunicar não é sobre o que eu falo, mas sobre o que o outro entende”, diz o médico.

Orientação e edição: Prof. Artur Araujo

Você também pode gostar...