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Cortar despesas é a regra para universitários que pretendem morar em Campinas; imóvel, transporte e alimentação têm que ser planejados
Por Gabriel Domingos Pereira
Mariana Assis Ferreira, de 18 anos, cursa o primeiro ano de Engenharia da Computação na PUC-Campinas. Moradora de São Sebastião do Paraíso, no sul de Minas, ela acompanhou as aulas durante o ano de forma remota. Porém, com a volta do ensino presencial em 2022, já anunciado pela Universidade, a estudante se preocupa com as despesas que terá com a locação de um imóvel e transporte. “Na minha pesquisa para imóveis, tive preferência por lugares perto da universidade, já que não tenho meio de locomoção. Mas achei imóveis de qualidade duvidosa e com um preço alto”, afirma.
Campinas é o terceiro município mais populoso do Estado de São Paulo e um importante centro econômico do País. Graças às suas universidades, faculdades e centros educacionais, a cidade recebe anualmente estudantes de várias regiões e até de outros países, com o interesse de cursar o ensino superior. No entanto, o valor do aluguel ou da compra de um imóvel é um dos custos que mais encarecem a vida do universitário, na cidade.

Uma das alternativas que pode baratear esta despesa é morar em uma república. Leonardo Valentino, de 30 anos, cursa o último ano do doutorado em Engenharia Agrícola na Unicamp e, assim como Mariana, também teve dificuldades para se morar em Campinas quando chegou, em 2017. Segundo o estudante, que se instalou por alguns dias no centro de Campinas assim que chegou à cidade, as dificuldades com o transporte público fizeram com que procurasse uma moradia em Barão Geraldo. Mas ao se deparar com os valores dos imóveis, bem diferentes aos que estava acostumado em sua cidade natal, no interior de Minas, ele não pensou duas vezes e foi morar em uma república.
Para a diretora regional do Secovi-SP, Kelma Camargo, as repúblicas são imóveis ocupados por diferentes pessoas que não são da mesma família, mas se reúnem para um fim comum. Segundo ela, é importante tomar alguns cuidados antes de constituir uma república, como conhecer o imóvel que será locado e o estilo de vida de cada um de seus moradores.
“Normalmente, [os estudantes] procuram o mesmo segmento de estudo, mas nada impede a diversidade de áreas. Também é muito frequente que as repúblicas se formem com estudantes vindos da mesma cidade natal. O importante é que a moradia em república acate as regras do local, em especial quando se fala em condomínio, com horário, som e volume de pessoas entrando e saindo ao longo do dia”, explica. “Viver em condomínio demanda respeito a regras e não impede de forma alguma que as repúblicas se instalem, desde que sigam essas regras.’’
A diretora do regional do Secovi-SP recomenda uma opção mais econômica para os estudantes que pretendem residir em Campinas: procurar moradias distantes do Parque das Universidades, que fica nas proximidades da PUC-Campinas e Unicamp. Outra sugestão, dependendo do local da moradia, é se locomover de bicicleta até a universidade. A última dica é procurar com antecedência as moradias. “Muitas repúblicas foram desfeitas e então este é o melhor momento de conseguir vaga. Logo todos irão voltar e a demanda por vagas ficará muito alta”, afirma.
Pandemia

No primeiro ano da pandemia, o setor imobiliário viveu uma crise que retraiu os negócios, particularmente nas regiões com alta concentração de locações para universitários, como é o caso do Parque das Universidades, em Campinas. Em função do fechamento das instituições de ensino, uma parcela considerável de universitários retornaram para suas residências e passaram a ter aulas remotas.
Mas para o proprietário da Imobiliária & Berini Imóveis, Israel Dias Peres, a queda no fluxo dos negócios na pandemia não afetou “drasticamente” a imobiliária. Com experiência de 13 anos no setor de locação e venda de imóveis, ele está otimista com o retorno dos estudantes a Campinas.
Com a volta das aulas presenciais nas universidades, ele recomenda que os estudantes procurem um profissional do setor imobiliário para fazer a locação do imóvel. “O profissional fará a leitura exata das necessidades do estudante e certamente o ajudará a achar um local com as condições que estarão dentro de suas realidades”, afirma.
Para Kelma Camargo, a pandemia não causou o fechamento de empresas imobiliárias, mas, ao contrário, revolucionou o mercado. Segundo ela, a expectativa com a volta das aulas presenciais são as melhores para este setor. “O mercado de locação sempre estará ativo para receber os estudantes no retorno às aulas e já sabe que este retorno será gradativo pelo receio de muitos pais em trazer seus filhos para cidades distantes”, declara.
Ela também recomenda ao estudante que avalie com cuidado ofertas “milagrosas” de locação ou venda de imóveis. E, caso o locatário tenha dúvidas sobre o contrato, deve procurar os órgãos responsáveis em Campinas, como o Secovi.
Orientação: Profa. Cecília Toledo
Edição: Oscar Nucci
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