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Falta de estrutura para a modalidade não impede o crescimento do número de profissionais

Por Guilherme Tristão
Assim como todo o mundo, os esports tiveram que se adaptar, mas diferente de tudo, o meio recebeu muitos jogadores que, com a pandemia destinaram mais tempo a jogos eletrônicos, e a partir disso, muitos buscaram nesse hobby um meio de se desligar dos acontecimentos que afetaram todo o planeta. Em um estudo realizado pela Newzoo, empresa especializada no estudo de mercado do esports, mostrou que houve um crescimento significativo no público que acompanha os eventos durante esses dois anos de Covid-19, sendo 9,6% em 2020 e 8,7% em 2021, totalizando uma audiência de, aproximadamente, 474 milhões de pessoas.

Natália Teochi, ex-presidente da PUCCAMP Cardinals (equipe de esports da PUC- Campinas), diz que falta estrutura, mas alerta que o cenário universitário, com investimento adequado, pode servir de vitrine para novos craques do mundo dos esports competitivo. “Supondo que as estruturas sejam iguais, eu acredito que o universitário seria um “caça talentos” para a categoria de bases do time, acredito que com investimento, o surgimento de talentos aumentaria e o interesse de ser pro-player/trabalhar na área de esports, por ter mais oportunidades de aprender”, acredita Natália.
Dentro desse vasto mundo dos esports, existe o cenário universitário, um meio que vem ganhando muito espaço e atraindo atenções especiais, tanto de quem assiste como de quem joga. Servindo como um “trampolim” para o cenário profissional, os campeonatos organizados no meio acadêmico podem ser comparados aos realizados em âmbito profissional no quesito “qualidade de jogo”, mas a falta de investimento ainda dificulta essa ascensão.

Um exemplo de jogador profissional que se destacou no meio universitário e vai para o seu segundo ano em uma equipe profissional de FIFA (futebol virtual) é Lucas Fleck. “A mudança do cenário universitário para o profissional foi tranquila, pelo menos para mim, pois o universitário de FIFA tem um nível próximo ao profissional, tanto que existem muitos atletas do meio universitário que já são profissionais”. Fleck reforça sua preocupação sobre o psicológico do atleta e da pressão depositada em seu desempenho. “Existe uma pressão comparada ao universitário pois lá somos favoritos, já no competitivo estamos ali sempre disputando, mas queremos fazer o melhor para impressionar, já no universitário, como já somos ‘conhecidos’ não precisamos provar nada para ninguém, e com esse passo para o competitivo você precisa conquistar esse prestígio de novo”, explica.
A pressão pode afetar demais o rendimento dos atletas, visto isso, equipes tanto do cenário universitário, quanto do cenário profissional investe em psicólogos voltados especialmente para o esports, a fim de aliviar um pouco a pressão dos atletas e motivá-los à um bom desempenho. Os atletas gostam desse suporte, que é bem forte dentro do cenário universitário. Júlia Grannier, como estagiária em psicologia do esports, explica que normalmente os atletas enxergam essa importância no trabalho do psicológico, principalmente na geração de pessoas mais jovens que entendem o trabalho da psicologia como algo importante, entendem como algo positivo, e muitas organizações no universitário valorizam bastante. “No profissional, nem sempre as organizações estão valorizando o nosso tipo de trabalho, pois é um trabalho de longo prazo, é investimento que se faz em uma área nova, que ainda não há valorização na profissão, mas está em caminho de melhoras”, finaliza.
Orientação: Prof. Gilberto Roldão
Edição: Luiz Oliveira
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