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Fora Bolsonaro reúne esquerda e movimentos sociais

Mobilização, com passeata em Campinas, ocorreu em várias cidades e capitais do país

O governador João Dória (PSDB) também foi criticado pelos manifestantes (Foto: Rafaela Alves)

Por: Rafaela Alves

Segundo estimativa dos organizadores, aproximadamente 3 mil pessoas participaram do ato público neste sábado (2), no centro de Campinas, pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A concentração teve início às 9h, no Largo do Rosário, onde estavam presentes 400 pessoas, de acordo com a Polícia Militar. Às 10h30, os manifestantes subiram a Avenida Francisco Glicério em direção ao Largo do Pará. Manifestações da mesma natureza foram realizadas em várias outras cidades e capitais do país.

A manifestação, convocada pelo Movimento Fora Bolsonaro, teve a adesão majoritária de partidos políticos de esquerda, como PT, PSDB, PCdB, PCB, Partido Verde, Cidadania, Psol, UP, Rede e PDT. Movimentos sociais também integraram as manifestações de ontem. O ato aconteceu três semanas após as manifestações convocadas por agremiações de direita – como Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua – que, embora tenha contado com tímida participação de partidos de esquerda, teve baixa adesão.

No carro de som, críticas à condução do país, contra o desemprego, privatizações e política sanitária (Foto: Rafaela Alves)

Entre as principais críticas dos manifestantes, que ecoavam palavras de ordem e empunhavam cartazes, estava o protesto contra o aumento da inflação no país, o desemprego e os ataques de Bolsonaro à democracia. Em seu pronunciamento no ato público, a vereadora Paolla Miguel (PT), de Campinas, fez críticas à condução do país.

“Não dá mais pra gente ver o gás de cozinha a R$ 100,00, não dá mais pra gente ver o combustível a R$ 7,00 e a população não tendo nenhuma alternativa. A gente precisa lutar contra o governo, que é machista, racista, homofóbico e que está trazendo para o Brasil a miséria e a desigualdade. Por isso que a gente está na rua pedindo fora Bolsonaro!”, disse Paolla.

Os manifestantes também não pouparam críticas aos projetos de privatização já anunciados pelo ministro Paulo Guedes, da Economia, envolvendo a Empresa de Correios, a Petrobras e o Banco do Brasil. O Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado (Sindipetro Unificado), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Central Única dos Trabalhadores  (CUT) exibiram durante o ato uma faixa afirmando que “Privatizar faz mal ao Brasil”. Funcionários do Correios também estavam presentes na manifestação e criticaram as privatizações.

Manifestação não poupou críticas aos projetos de privatização anunciados por Bolsonaro (Foto: Rafaela Alves)

Apesar de Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão, serem os principais alvos das críticas, a Associação de Professores Adjuntos de Campinas e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo também criticaram a gestão do governador João Dória (PSDB). A principal queixa era referente à proposta da PEC 32, que pretende uma reforma administrativa nas instituições governamentais.

Manifestação foi do Largo do Rosário ao Largo do Pará, ocupando todas as faixas da Francisco Glicério (Foto: Rafaela Alves)

O evento também contou com a presença da cantora Andréia Preta, que subiu em um dos carros de som durante o ato. Também estavam presentes organizações estudantis, Associação dos Químicos Unificados, Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Campinas e a Organização Brasileira das Mulheres de Campinas.

Durante o ato, o  trânsito da avenida Francisco Glicério foi interrompido, voltando ao normal por volta das 12h30. A Polícia Militar acompanhou todo o evento, que ocorreu de maneira pacífica. Os organizadores não deixaram de lado a preocupação com a saúde pública, lembrando a importância do uso de máscara – usada pela grande maioria dos manifestantes presentes no ato público –, da vacinação, do distanciamento social e do uso do álcool em gel.

Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti

Edição: Fernanda Almeida


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