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Futebol Amputados Ponte Preta é exemplo na RMC

Projeto esportivo para pessoas portadoras de deficiência é caminho para superação de barreiras

Por Rafael Ribeiro

Nesta terça-feira (21), comemora-se o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência e o crescimento das modalidades esportivas voltadas para atletas portadores de deficiência é um caminho para a superação de barreiras na vida de muitas pessoas. Um exemplo deste tipo de investimento está em Campinas (SP) com o time de Futebol de Amputados Ponte Preta, único na região.

Time de Futebol de Amputados Ponte Preta (Foto: Reprodução)

O projeto, abraçado pela Associação Atlética Ponte Preta em 2017, teve sua criação cinco anos antes, quando um de seus idealizadores, Maurício Mendes de Souza Júnior, o Juninho, conheceu a modalidade na internet e ingressou em treinos na cidade de Mogi das Cruzes (SP), localizada a quase 200 km da cidade em que mora, Cosmópolis (SP).

Devido ao trabalho e dinheiro demandados para a realização do trajeto periodicamente, Juninho e um companheiro de equipe, Diego da Silva Barbosa Dias, decidiram investir na criação de um time na região de Campinas (SP), que não contava com nenhuma equipe da modalidade até então.

Com a decisão tomada pelos dois atletas, Juninho, representante da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2018, relata o principal obstáculo no início do projeto: “A maior dificuldade que tivemos no começo foi arrumar atletas. Precisamos contar com jogadores emprestados de outras equipes para a realização das partidas”, afirma.

Juninho, idealizador do time da RMC e convocado para a Seleção Brasileira (Foto: Rogério Capela)

Juninho classificou o crescimento do time como nítido, já que segundo ele no começo ele era o treinador, o coordenador, o capitão do time, tinha que correr atrás de todas as necessidades extracampo, enquanto hoje, conta com 25 jogadores e toda a estrutura necessária dentro e fora do campo, desde comissão técnica completa até fotógrafo do time.

Ao comentar a proporção que o projeto criado em 2012 tomou, o jogador alvinegro disse que é muito gratificante, pois ele viu que é um trabalho que foi feito lá atrás. “Plantamos a semente e ela tem dado frutos”, comemora.

O atleta alvinegro conta que sua maior realização pessoal com o projeto foi ter vestido a camisa da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, dedicando essa conquista a todo o trabalho que teve com companheiros de equipe e comissão técnica.

Sobre o feito de representar a Seleção Brasileira, diz que passa um filme de tudo que viveu como deficiente, época de adolescente, as piadas, as palavras contrárias. “Você não pode, você não consegue, isso não vai dar em nada. Então poder ir para Copa do Mundo é uma realização muito grande”, declara.

Orientador: Prof. Gilberto Roldão

Edição: Marcela Peixoto


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