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Política atrai maioria de futuros jornalistas

Calouros da PUC-Campinas afirmam que interesse se deve ao momento pelo qual o Brasil atravessa                                                                  

A partir do alto: Vanessa Marinho: “Muito melhor do que eu imaginava”; Rean Ferreira: “Tenho paixão pelo Santos”; Larissa Oliveira: “as pessoas vêm criando interesse cada vez maior pela política”; Maria Alice: “Eu acho muito importante essa inserção da mulher” (Fotos: selfies e arquivo pessoal)

Por: Arthur Lot

Pesquisa realizada pelo portal Digitais por meio de plataformas digitais, junto aos ingressantes do 1° ano da Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas, apontou que a maior parte dos calouros se interessa mais pela área de cobertura política do que por qualquer outra editoria tradicional de mídias jornalísticas. Dos 53 estudantes que responderam ao questionário, quase 35% indicaram a política como opção preferencial para atuação profissional na área, índice que superou escolhas anteriormente consagradas, como internacional (26,9) ou cobertura esportiva (19,2%).

A mesma pesquisa revelou que a maior parte dos novos estudantes é composta por mulheres, com 70% do contingente que ingressou no curso – ainda ministrado remotamente em função da pandemia da Covid-19 – neste ano de 2021. Com relação aos meios de comunicação que mais utilizam para se informar, 53,8% disseram que o fazem por intermédio de redes sociais. Outros 23,1% dos respondentes disseram que se informam pelos portais noticiosos, e 15,4% disseram que o fazem por intermédio da televisão.

Fonte: Portal Digitais

Entre os alunos entrevistados pelo Digitais, na parte qualitativa da pesquisa, os estudantes de ambos os períodos do curso disseram que o interesse maior pela cobertura política deve-se à situação pela qual o Brasil passa atualmente. “Com o crescimento das redes sociais, as pessoas vêm criando interesse cada vez maior pela política. É muita informação e conhecimento de fácil acesso, o que desperta esse interesse nas pessoas”, justificou Larissa Giulia Frei Fortunato Oliveira, de 18 anos, moradora de Hortolândia e aluna no período noturno.

Para Pietra Carolina de Moraes Leite, 18 anos, aluna do matutino, o conhecimento da política ajuda na produção de informações de qualidade que os profissionais de imprensa passam à população. “A circulação de fake news dificulta muito o trabalho do jornalista. E levando em conta que a política é baseada em fatos, uma informação correta pode mudar muito a percepção das pessoas, o que pode contribuir para melhorar nosso convívio social”, completou a estudante.

Pietra: “A circulação de fake news dificulta muito o trabalho do jornalista” (Foto: Selfie)

Com relação à maior parte de o novo corpo discente ser formado em quase sua maioria por mulheres, a estudante Maria Alice Trevisan, 21 anos, do período matutino, diz que a mulher hoje está conquistando cada vez mais voz no meio social, bem como mais vontade de se expressar frente aos acontecimentos da sociedade, a exemplo da luta contra o machismo. “Eu acho muito importante essa inserção da mulher, principalmente no jornalismo. Antigamente era uma profissão bastante masculina, mas hoje estamos aumentando os canais de escuta para as mulheres”, disse Maria Alice.

Quanto ao papel exercido pelo jornalista, Rean Ferreira Lima, 18 anos, aluno do período matutino, diz que a função é informar os cidadãos através das notícias, o que pretende fazer nas coberturas esportivas. “Tenho paixão pelo Santos, e não vejo os grandes canais esportivos de São Paulo e Rio comentarem sobre o time. Pretendo buscar e criar conteúdo para dar mais visibilidade ao time e à torcida dos Santos”, disse.

O estudante João Vitor Bueno Silva, 19 anos, do período noturno, argumenta que é através do jornalista que se estabelece uma comunicação para produzir notícias que reflitam a sociedade como um todo. “O jornalista precisa ter uma linguagem clara e objetiva. Se ele (o jornalista) ficar enrolando ou falando linguagem muito difícil, não vai conseguir atingir a massa, e o objetivo é falar com a massa”, completa.

João Vitor: “O jornalista precisa ter uma linguagem clara e objetiva” (Foto: Selfie)

Questionada sobre as expectativas em relação ao curso, Vanessa Marinho de Souza, 21 anos e aluna do período noturno, diz estar otimista com as disciplinas que começou a estudar e pela qualidade do corpo docente. “Está muito melhor do que eu imaginava, os professores são excelentes, sentem prazer em dar aula”. Para Larissa Oliveira, o primeiro semestre promete superar suas expectativas. “Dizem que o curso sempre tem muita teoria, que é mais chato e nunca é tão bom. Pelo contrário, estou amando”, disse.

Para surpresa, não apenas dos alunos, o ex-prefeito Jonas Donizette ingressou com eles no primeiro ano da Faculdade de Jornalismo. O Digitais tentou contato com o ex-prefeito, mas não obteve retorno.

 

 

Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti

Edição: Letícia Franco

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