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Eric Rocha, do Grupo Bandeirantes: trabalho jornalístico é o caminho para combater notícias falsas
Por Vitória Landgraf
A propagação de notícias falsas nas redes sociais é a preocupação de especialistas que buscam entender esse fenômeno e encontrar formas de conscientizar a população sobre os perigos para a vida cotidiana, com repercussão na política e na economia. Esse foi o enfoque de dois encontros virtuais realizados na última quinta-feira, pela Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas e pelo Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo.

Eric Rocha e professores de jornalismo em live para o Portal Digitais (Foto: Facebook)
A live, realizada pela Faculdade de Jornalismo, contou com o jornalista e advogado Eric Rocha, do Grupo Bandeirantes de Campinas, com mediação dos professores Marcel Cheida e Rose Bars. A transmissão foi pelo Facebook do portal Digitais e pode ser acessada https://www.facebook.com/watch/?v=326138165134402&extid=1CJfEPKwl9tfzhoK
A discussão iniciou-se pelo conceito da palavra fake news que, para Rocha, foi politizado e carrega uma reputação negativa. “Antes da popularização da palavra, sempre existiu boatos e invenções de notícias e o jornalista sempre desmentiu”. Para ele, hoje, os impactos da desinformação está na influência sobre o poder de decisão do indivíduo.
Com a aproximação das eleições municipais, o advogado demostrou preocupação e aproveitou para defender a importância do voto livre e consciente sem interferência de conteúdos fraudulentos, que nas redes sociais se espalham rapidamente. “Você recebe e espalha, porque referenda aquilo que você acredita”. Por isso, defendeu o trabalho jornalístico na verificação da fonte. “Checagem, rechecagem e checar de novo, é assim que você consegue afastar a fake news.”
O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo defende que, os profissionais exercem, cada vez mais, um papel importante frente a era do fake news. O debate foi composto pelo mediador Paulo Zochhi, presidente do SJSP e as convidadas, Maria José Braga, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); Renata Mielli, coordenadora-geral do FNDC; e Natália Bonavides, advogada e deputada federal (PT-RN).

Maria José Braga enfatiza:”Sem jornalismo não há democrácia.” (Foto: Youtube)
Para a jornalista Renata Mielli, a desvalorização da sua profissão é um dos fatores para o aumento das narrativas falsas. Mas, ressalta que a pandemia do coronavírus, fez com que as pessoas buscassem por informações em veículos com credibilidade. Ela também apontou a relevância da educação midiática. “Desde a primeira infância, as crianças precisam começar a compreender o papel do jornalista,” defendeu.
Maria José Braga ressaltou, porém, não ser suficiente a educação, mas ter acesso à informação de qualidade para combater a disseminação das notícias fraudulentas. Lembrou do projeto de lei que tramita no Congresso Nacional, PL 2630, que tenta coibir essa prática. Ela defendeu que “os deputados precisam ouvir a sociedade brasileira, as entidades, e melhorar o texto da futura lei para o país.”
A advogada Natália Bonavides acredita que os ataques e agressões constantes à imprensa, principalmente de figuras públicas, só agravam a situação atual de desinformação no Brasil. A discussão evidenciou a importância do jornalismo e da sua função, que é a de levar a informação e cada vez mais de se empenhar em investigar as fontes. “Nós acreditamos que o jornalismo é essencial para a democracia. Continuemos na luta e cumprindo nosso papel”, afirma a presidente da Fenaj.
Orientação Profa. Rose Bars
Edição: Vitória Landgraf
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