Noticiário Geral

Defesa Civil pede urgência para o Parque Portugal

Em Valinhos, nível de chuva duplicou, provocando deslizamentos e ameaçando os moradores do bairro

 

Por Lui Newby

Em Valinhos, encosta que preocupa os moradores está sem vegetação alguma (foto: Lui Newby)

A área de maior urgência e atenção por parte da Defesa Civil de Valinhos, é o Parque Portugal. O bairro tem sofrido com problemas de deslizamento causados pelas chuvas desde 2013, quando sete famílias tiveram as casas onde moravam interditadas pelo poder público por conta de um desabamento de muro. Mais tarde, no mesmo ano, um casal e a filha também foram retirados da moradia, quando um barranco rente ao imóvel em construção cedeu durante a madrugada.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Valinhos, o maior desfaio se encontra no processo de conscientização e realocação dos moradores, já que as famílias de poder aquisitivo baixo se recusam a deixar suas casas. A área é considerada de ocupação irregular e, como alternativa às famílias, existe o programa de auxílio de aluguel social, criado pela Secretaria de Desenvolvimento Social em 2018. Nesse programa, a prefeitura oferece auxílio de R$ 800,00 para as famílias deixarem tais áreas, além de ajuda material com móveis e cestas básicas. Porém, segundo o coordenador, mesmo após os avisos, a relutância contra a realocação continua.

Nos primeiros meses de 2019, dados recolhidos pela Defesa Civil mostram diversas ocasiões em que o volume de chuvas ultrapassou 80 milímetros em menos de 72 horas. Se considerados os três meses iniciais de 2018, as médias aumentaram de 160 para 210 milímetros em 2019. São números como esses que preocupam os moradores da região, principalmente aqueles vivendo em áreas de risco de deslizamento.

“Eu sei que é perigoso. Mas, sinceramente, não tenho medo não”, diz Manoel Vilanova, morador do bairro há 14 anos. Em sua casa, construída em um terreno elevado próximo à encosta de um morro sem vegetação, vivem ele, a esposa, dois filhos e dois netos. “Se tiver que acontecer, não tem o que fazer, né?”, consola-se.

 

Edição: Livia Lisboa e Elton Mateus

Orientação: Prof. Ivete Cardoso Roldão

 

 

 

 


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