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Por Gabriela Pauluci
Exposição de Valéria Scornaienchi é inspirada em obra de Edgard Alan Poe
“Todos temos um lado de sombras e um lado de luz. Minha exposição provoca a intenção sombria”. A afirmação é da artista plástica Valéria Scornaienchi, que expõe suas obras sobre corvos no Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) até dia 31 de dezembro.

“Pelo avesso”, que dá nome à exposição (Foto: Gabriela Pauluci)
A proposta de fazer arte baseada em corvos começou a surgir quando Valéria sonhou que sua casa estava sendo carregada por eles. Já em 2004, na Itália, a artista avistou, da janela do lugar onde se hospedava, uma casa que a fez relembrar do sonho, e fez um ensaio fotográfico da residência. A partir de então, começou a se interessar por corvos, a
estudá-los e buscar ainda mais inspirações que a fizessem querer criar obras sobre o tema.
Segundo Scornaienchi, suas obras não têm significado específico. Ao contrário, o intuito delas é provocar perguntas e promover diferentes interpretações em cada um que as observar, afirma.
As concepções desta série de Valéria começaram a ser planejadas em 2014. Durante os estudos da artista, o texto The Raven, do escritor americano Edgar Allan Poe (1809-1849), contribuiu para o processo de criação.
A obra de Poe é, por muitos críticos, considerada macabra, de onde Valéria retirou o obscurantismo que caracteriza as concepções em exposição no MACC.

Inspiração vem da obra de Poe (Foto: Gabriela Pauluci)
A exposição conta com sete obras criadas com materiais como madeira, prego, alumínio, impressão fineart, caneta, fotografias, lençol de borracha, tinta e papel. Para intensificar a integração com o público, a artista foi além, incorporando sons e vídeos de corvos no espaço de circulação.
A obra que melhor representa a inspiração de Valeria, segundo afirma a própria artista, é a “Pelo avesso”, que deu o nome à exposição. Nessa concepção, há uma casa de madeira, inclinada e sustentada por somente um ponto de equilíbrio sobre corvos no chão, o que leva a várias interpretações sobre seu real significado.
Outra obra que chama a atenção dos visitantes é a “Sobrevoo”, onde se pode observar um corvo sobre uma montanha brilhante de fios de cavaco (aço, ferro e cobre fundidos). Os corvos naturalmente tendem a pegar objetos que brilham sob o reflexo da luz. Valeria, disse que “é ótimo poder transformar materiais grossos, como o cavaco, em objeto de trabalho”.
Um trabalho que retrata um pouco o processo de criação de Scornaienchi é a “Ateliê/maquete”, onde uma réplica de seu real ateliê é apresentada ao público. “Gosto de aproximar o público ao meu ambiente de trabalho”, disse.

No “Ateliê/maquete”, retrato do processo criativo (Foto: Gabriela Pauluci)
Orientação por prof. Carlos Alberto Zanotti
Editado por Giovanna Leal
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