Desemprego cresce cerca de 3% em Campinas

Desemprego aumenta na cidade e chega à 24.727 pessoas sem trabalho


Por Lizandra  Perobelli

Apesar do economista da ACIC – Associação Comercial e Industrial de Campinas – Laerte Martins, afirmar que “a geração de emprego, tanto no país como em Campinas é de uma melhora até o final do ano”, o desemprego em Campinas em julho desse ano bateu a taxa de 13,10% da População Economicamente Ativa (PEA), o que mostra um aumento de 2,87% em relação ao mesmo período do ano passado. O aumento do número de desempregados foi de 24.727 pessoas.

Entre os status do desempregado graduado, nível básico ou médio de escolaridade, os dados mostram que os que apresentam nível médio estão conseguindo ocupar as emprego na cidade de Campinas, em relação às demais categoria:

Por Lizandra Perobelli

 

Por Lizandra Perobelli

Laerte Martins disse que “a estimativa é ter um PIB de até 1,0% em 2017”, o que indica uma expansão no comércio, serviço e indústria, que vão demandar mais contratação de mão de obra. Em Campinas, até julho de 2017, foram admitidos 80.781 trabalhadores e demitidos 80.582, o que resulta em um crescimento líquido de 199 trabalhadores formais. Em janeiro, a expectativa do economista era que o número de desempregados caísse para menos de 10% até o fim do ano de 2017, devido à queda da taxa de juros.

Reprodução: IBGE

Sobre o cenário da Região Metropolitana, de acordo com o Seade – Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados – a Região Administrativa de Campinas no período 2002-2014 aumentou sua participação no PIB de 15,5% para 17,2%. No mesmo período, os municípios de Paulínia, Jundiaí, Piracicaba, Limeira, Americana e Sumaré que, em 2002, somavam participação de 34,9%, passaram para 33,6%, em 2014. Já Hortolândia apresentou elevação de 2,1%, em 2002, para 3,2%, em 2014, o mesmo ocorrendo com Louveira, que saltou de 1,2% para 2,9%. A participação no total do PIB municipal com maior contribuição do Estado de São Paulo pode ser comparada na tabela abaixo, na qual Campinas ocupa a terceira posição.

 

Fonte: SEADE

Em comparação com os dados nacionais, de acordo com o Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – no primeiro semestre o Brasil gerou 67.358 mil vagas formais de trabalho, sendo esse o primeiro resultado positivo desde 2014. Ao todo foram 7.523.289 contratações no primeiro semestre e 7.455.931 demissões. No primeiro semestre do ano passado, foram registradas 531,7 mil demissões a mais do que as contratações (orientação Rosemary Bars).

 

No vídeo abaixo, a professora de economia Eliane Rosandiski explica conceitos sobre o mundo do trabalho:

 

Vídeo: Maíra Torres e Marina Menegatto

 

1 a cada 3 graduados não consegue emprego

Por Maíra Torres

No Brasil, a cada três pessoas que se formam na graduação, uma não trabalha.  A pesquisa realizada em outubro pela Semesp (Sindicato das Mantenedoras do Ensino Superior) revela que 34,3% dos formados está sem emprego. Dentro desta porcentagem, 48,3% não está estudando, ou seja, não cursa nenhum tipo de graduação ou pós-graduação.

Dentro os que trabalham, 47% atuam em sua área de formação e outros 18,7% trabalham fora de sua área de formação.  A diferença entre a quantidade de pessoas que se formam em IES (Instituição de Ensino Superior) pública e privada e recebe até três mil reais é de 5%.

A pesquisa da Semesp contou com entrevistas com entrevistas de 1.089 pessoas das cinco regiões do Brasil, que concluíram o curso superior nos anos de 2015 e 2016. Num panorama regional da cidade de Campinas, 14,73% das pessoas que estavam desempregadas e conseguiram emprego tem graduação (Orientação Rosemary Bars).

 

Existem consequências de uma contratação e demissão em massa?

Por Marina Menegatto

De acordo com a notícia “Desemprego na cidade de Campinas cresce cerca de 3% em relação a julho de 2016”, o desemprego em Campinas em julho desse ano atingiu uma taxa de 13,10% da População Economicamente Ativa (PEA). O economista Laerte Martins disse que “a estimativa é de um PIB crescer até 1,0% em 2017, o que é muito pouco, mas indica uma expansão no comércio, serviços e indústria, que vão demandar mais contratação de mão de obra, para atender as suas necessidades”. Mas o que aconteceria se a cidade realizasse uma contratação em massa?

A professora de economia da PUC-Campinas, Eliane Rosandiski, considera que um grande número de contratações traria benefícios para a economia: “Quando a economia se reativa, ela gera mais empregos. Hoje nós estamos com um desemprego muito grande e a economia está enfraquecendo porque as empresas não contratam e não têm para quem vender. Uma contratação maior traria de volta o que os economistas chamam de demanda, consumo e isso é a melhor fonte de lucratividade de uma empresa: ter para quem vender.”

Porém, Eliane não se esquece de enfatizar que essa contratação em massa deve considerar que as pessoas possam ter condições aquisitivas para voltarem, de fato, a serem consumidoras efetivas e trazerem a necessidade de novos investimentos: “Se você tem uma contratação imensa, mas de pessoas que ganham um salário muito baixo, você não vai ter um motor dinamizando a economia”, disse a professora.

Além da contratação em massa, Eliane comentou também as consequências das demissões em massa: “É uma tragédia completa. Porque se acaba, se liquida por completo a capacidade dessa economia consumir. Então, a própria atividade de produção, atividade mercantil se constituem num problema. Se você demite muita gente, você vai deixando esse paciente sem nenhuma possibilidade de sobrevivência. Não temos como imaginar que os empresários vão produzir para exportar. O consumo tem que ser decorrente da força de trabalho que está aqui no país”, concluiu Eliane.

 

No áudio abaixo, Eliane aborda os principais pontos da nova Reforma Trabalhista:

 

A professora ainda explica os desdobramentos da nova portaria referente ao trabalho escravo:


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