Vanusa Passos (Nus) e Aléxia Gabrielly (Aura) ocupam a cidade com spray, cores e coragem, e transformam o grafite em identidade e resistência
Texto e imagens: Ana Beatriz Morales, Júlia Sabatin e Lizandra Lima
Vanusa Passos é educadora social e grafiteira. Aléxia Gabrielly é multiartista em Campinas. Juntas compartilham da vontade de transformar realidades por meio da arte urbana. Para elas o grafite é mais que cor no concreto, é presença e resistência. Quando essa arte se cruza com a trajetória de duas mulheres que a ele dedicaram a vida, surgem novas cores e contornos. Unidas pelo coletivo Mamilos Poéticos, Nus e Aura reafirmam o protagonismo feminino no hip-hop e mostram que grafite é, antes de tudo, existência e liberdade.
Vanusa Passos, a Nus, está com 27 anos na assistência social, usa o grafite para dialogar com adolescentes em vulnerabilidade e transformar arte em educação, integrando-o à rotina de trabalho em Campinas e região.
Aléxia Gabrielly, a Aura, começou na poesia, entrou no grafite aos 14 anos, passou por circo, teatro, artesanato e artes visuais, consolidando-se como grafiteira, poeta e arte-educadora. Em 2020, atuou no Centro Cultural Ouvidor 63, promovendo oficinas e ações em periferias de São Paulo. Em abril de 2025, recebeu o Prêmio Mana Destaque do Mês da Batalha Estação da Rima, iniciou consultoria profissional e formação no curso Potência Hip-Hop. Levou sua arte do Brasil à Bolívia e hoje segue como arte-educadora e oficineira, usando o grafite e as artes visuais para formar, incluir e inspirar.
Juntas, Nus e Aura seguem caminhos distintos e complementares: uma equilibra arte e emprego formal, a outra fez do grafite seu sustento, expressão e liberdade. Em ambas, a mesma vontade de transformar realidades por meio da arte urbana.
Leia reportagem completa na edição Número 22 da Revista HáNexo
Hánexo é uma revista escrita, fotografada e editada pelos alunos de jornalismo da PUC-Campinas no ano de 2025, que consta como prática para a disciplina Jornalismo de Revista e Design de Notícia orientados pelo professor Artur Araújo.
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