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Iniciativa com alunos de escolas públicas vem agradando professores, diretores, e profissionais da área da saúde mental
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Por Bizinoto Batista e Heloisa Araujo
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O projeto educacional Despertar de Futuros surgiu em outubro deste ano e se dedica a diminuir a distância social que separa estudantes de colégios públicos das universidades. Vindos de contextos socioeconômicos adversos, muitos desses alunos não têm informações de como funcionam os vários sistemas seletivos demandados pelas instituições de ensino superior.
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Percebendo esse abismo, Despertar de Futuros se articula como uma conexão de psicólogos voluntários nas escolas. A iniciativa vem agradando professores, diretores, profissionais da área da saúde mental, pesquisadores e, sobretudo, os adolescentes contemplados. Por meio de dinâmicas em grupo, realizadas nas próprias salas de aula, esses jovens aprendem sobre áreas de interesse, profissões, cursos da faculdade, vestibulares, ENEM, Prouni, FIES e bolsas estudantis.
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Criadora do projeto, a neuropsicopedagoga Dyeine Ellen, fundadora do Bem-me-quer Espaço Psicopedagógico, disse que a ideia surgiu da necessidade das escolas locais de estimularem o Ensino Médio a prosseguir com os estudos. Segundo ela, “quando a escola pública incentiva seus alunos a olharem para o futuro acadêmico, ela não está falando só de títulos. Ela está falando de jovens que descobrem suas competências, entendem seus talentos e enxergam caminhos que antes eram distantes, ou até impossível para eles”.
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Todas as atividades envolvem estratégia participativa, contemplando as ciências Biológicas e da Saúde, Exatas e Tecnologia, e Humanas e Sociais. Além de orientações profissionais individuais, os exercícios estimulados envolvem resolução de problemas contemplando lógica, experimentação laboratorial e análise crítica. Apesar de ser um projeto voluntário, sem quaisquer fins lucrativos. A universidade UNIFAAT (Centro Universitário das Faculdades de Atibaia) reconhece a atuação profissional envolvida, e a considera como atividade de extensão para os estagiários do curso de psicologia da instituição. Uma das psicólogas envolvidas no Despertar de Futuros, Sílvia de Oliveira, descreve a iniciativa como “uma criação inovadora, totalmente necessária para articular dentro das escolas de Ensino Médio”. Sílvia foi professora da rede pública por 32 anos.
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Os alunos se animam com as atividades lúdicas, que usualmente fogem da rotina de uma aula comum. Uma das estudantes da Escola Estadual Profᵃ Aracy Bueno Conti que tem 16 anos e está no segundo ano do Ensino Médio falou sobre o projeto: “Estou gostando porque me ajuda a ter uma visão melhor do meu futuro e das possibilidades que eu tenho para ingressar em um curso. O projeto me ajudou a encontrar uma profissão na qual eu me identifico, e eu gostei mais do jogo Jornada para Ingressar na Faculdade. Eu achei muito criativo e divertido e eu pude ter mais noção dos meus conhecimentos”.
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A intenção dos profissionais participantes é expandir esse projeto para outras escolas do Estado, onde mais adolescentes terão a oportunidade de construírem suas trajetórias universitárias.
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Orientação e edição: Adauto Molck
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