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Exército trabalha para melhorar imagem perante a sociedade

Segundo pesquisa, menos da metade dos brasileiros confiam no Exército, mas desconhecem sua atuação social  

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Por Felipe de Souza

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Com todo contexto histórico em relação da atuação dos militares no Brasil, muitos cidadãos apresentam percepções particulares sobre o Exército e desconhecem o trabalho que eles realizam para benefício nacional. A pesquisa realizada pela Atlas/CNN Brasil revela que apenas 24% dos brasileiros confiam nas Forças Armadas, dado que expõe um distanciamento entre a sociedade e os militares.  

Um dos trabalhos realizados pelo Exército é o serviço militar obrigatório. Nele, as forças armadas têm como objetivo, além de preparar os jovens militarmente, retorná-los à sociedade ao fim do ciclo de um ano como cidadãos melhores para que possam ajudar a civilização, explica o tenente-coronel Souza Franco. “O Exército capacita o jovem em diversas áreas e isso contribui para a formação dele como cidadão, ser humano e adulto. Ele aprende a viver em grupo, a conviver com pessoas de diferentes culturas e classes sociais, e certamente isso engrandece muito o jovem”, declara.  

Cabo Nepumuceno manipula câmera, ele atua na comunicação social da Companhia de Comando da 11° Brigada de Infantaria Mecanizada (Foto: Felipe Souza) 

Para o soldado Arthur Nepumuceno, essa vivência transformou sua forma de enxergar o mundo. “Quando entrei no Exército, fiquei meio perplexo, era outro mundo. Mas com o tempo percebi que tinha lugar para as minhas habilidades. O Exército ensina a ter responsabilidade. Às vezes, é só você tomar a frente, se você não fizer, ninguém vai fazer por você”, relata.  

Além da formação dos jovens, o Exército Brasileiro atua em operações de apoio e paz, muitas vezes desconhecidas pelo público. “O Exército tem como uma de suas missões constitucionais algumas atribuições subsidiárias, que complementam as tarefas e missões de outros órgãos do Estado. Na defesa civil, vimos recentemente as enchentes no Rio Grande do Sul, a população indígena afetada no estado de Roraima, os imigrantes venezuelanos na Operação Acolhida e os incêndios na região do Cerrado”, exemplifica o tenente coronel. 

O trabalho do Exército foi visto de perto pelos alunos do curso de Jornalismo da PUC-Campinas, durante o projeto Ecam, Estágio de Correspondente de Assuntos Militares. Durante uma semana, os alunos puderam conviver com os militares, vendo um lado diferente da instituição e das pessoas que trabalham nas Forças Armadas.  

Para muitos jovens, como Valentina Sclauser, estudante de jornalismo participante do Ecam, vivenciar o cotidiano do Exército foi uma quebra de paradigmas. “Eu não sabia sobre o trabalho do Exército em tempos de paz. Na minha cabeça, o Exército não fazia nada. Agora eu sei dessas operações e acho extremamente importante que eles também atuem em operações de paz”, relata.  

Tenente-Coronel Souza Franco ensinando alunos sobre as “tocas”, buraco em que combatentes ficam (Foto: Felipe Souza)

A experiência também impactou sua visão profissional. “Muita gente acha que o Exército é só um bando de homens agressivos. E, na verdade, não é isso”. A convivência com os soldados, permitiu à aluna, rever sua opinião sobre o Exército. “Eu convivi aqui uma semana e deu pra ver o quão humanos eles são. Minha opinião mudou, e não só sobre o Exército, mas sobre tentar enxergar todos os lados de uma história”, revela.  

Diante desse cenário, o tenente-coronel Souza Franco acredita que a aproximação com a sociedade é o caminho para reconstruir a confiança e a imagem da instituição. “Essas atividades têm um custo-benefício muito grande. Receber estudantes de jornalismo, que em breve estarão nas redações e nas novas plataformas digitais, é uma forma de mostrar o nosso trabalho e gerar compreensão. É totalmente viável [abrir mais estágios], basta maior aproximação por parte das faculdades e escolas com os comandos do Exército”, conclui.  

Ao abrir suas portas, o Exército busca não apenas formar soldados, mas também cidadãos conscientes e, talvez, começar a reverter a imagem que ainda persiste sobre a instituição. 

Orientação: Profa. Rose Bars

Edição: Murilo Sacardi

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