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Campinas registra 30 mil casos de dengue em 2025  

Nesse período, foram três óbitos; situação mantém a cidade em estado de alerta para o combate do Aedes Aegypti  

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Por Arthur Neri Veltmeyer

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Nos quatros primeiros meses de 2025, Campinas registrou 30 mil pessoas com dengue e três óbitos. Os dados foram divulgados no site oficial do Governo Federal, que registra as ocorrências dos municípios brasileiros. Esse cenário configura que a cidade ainda vivencia o estado de epidemia. Em 2024, ano considerado crítico, levou o município a considerar estado de emergência. “A situação epidemiológica neste ano é menos crítica do que em 2024 e a Prefeitura trabalha de forma permanente para tentar reduzir casos e evitar óbitos’, salienta Priscilla Pegoraro, assessora técnica do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas (Devisa). Para ela, “a participação da população é fundamental no enfrentamento à dengue”. 

A Prefeitura de Campinas afirma que foram realizadas campanhas de conscientização para eliminar o mosquito do Aedes Aegypti e alertas semanais sobre as regiões com mais transmissão da doença. Em julho de 2024, o município declarou fim do estado de emergência. No primeiro semestre daquele ano foram registradas 108 mil pessoas contaminadas e 41 óbitos. 

Dalva: “Outra medida que já usamos na família é passar repelentes, um coadjuvante que também ajuda” (Foto: Arthur Neri Veltmeyer)

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 80% dos criadouros do mosquito da dengue estão nas residências pelo acúmulo de água, normalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes e calhas. Como medida preventiva, sempre é indicado que as residências tenham a caixa d’água tampada e que os moradores mantenham os vasos sanitários tampados. 

Dalva Mendes Medeiros, aposentada, foi uma das vítimas da dengue em Campinas. Ela teve febre, dores de cabeça e no corpo. Após perceber que a febre não era comum, procurou o posto de saúde em março e começou o tratamento intravenoso, após a doença ser oficialmente constatada. “Acho que deveriam intensificar, talvez nas escolas, cartazes espalhados na cidade e nos comércios, para que lixo seja colocado no lixo e não jogados nas ruas e calçadas”, acrescentou.  

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, a principal causa do aumento estaria intrinsecamente ligado ao clima, com destaque para os meses mais quentes do ano, entre outubro até março com condições para a multiplicação do mosquito.  

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Edição: Murilo Sacardi

Orientação: Profa. Rose Bars

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