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Música independente em Campinas enfrenta desafios para crescer

Os artistas locais usam as redes sociais e parcerias para lidar com os altos custos
Por João Praxedes

De acordo com dados inéditos do Spotify, artistas brasileiros geraram uma receita expressiva em 2023, com grandes nomes como Ana Castela, MC Ryan e Marília Mendonça entre os mais ouvidos. No ano passado, esses artistas renderam cerca de R$ 1,2 bilhão na plataforma, quadruplicando o valor de 2018. Do total, mais de 70% (R$ 840 milhões) foram gerados por projetos independentes, evidenciando o crescente protagonismo dos músicos fora do mainstream.

Dan Fernandes em um dos shows da Banda. (REPRODUÇÃO: Intagram @banda.indigo)

A região de Campinas também testemunha uma evolução no cenário da música independente. Bandas como a Índigo – formada por Deh Mello (vocalista), Dan Fernandes (guitarrista e vocalista) e Gu Salmazo (baterista) – são exemplos dos desafios enfrentados ao migrar de banda cover para projeto autoral. Fundada em 2018, a banda começou com shows particulares focados no rock, pop, indie e emo dos anos 2000. Agora, com três singles lançados em 2023, busca expandir para o nu metal e rock eletrônico, com um álbum planejado para 2025 e ambições de alcance nacional.

Os principais obstáculos para esses músicos incluem altos investimentos em gravação, transporte e figurinos, além da escassez de espaços dedicados à música autoral. Segundo Deh Mello, a falta de infraestrutura na cidade os levou a construir um estúdio próprio, facilitando a frequência e a organização dos ensaios.

Apesar das dificuldades, há um senso de colaboração entre os músicos de Campinas. Deh relata boas parcerias com outras bandas, frequentemente dividindo palco e colaborando em eventos, o que fortalece o cenário autoral local. No entanto, as casas de shows ainda priorizam bandas cover, limitando oportunidades para quem quer apresentar composições próprias.

Érica Barbosa durante a gravação de seu DVD Fatos Verídicos (REPRODUÇÃO: Instagram @ericabarbosaoficial)

Para superar essas barreiras, redes sociais como Instagram e TikTok tornaram-se aliadas fundamentais.  Outro exemplo de adaptação ao mercado independente é Érica Barbosa, que alcançou um público mais amplo com seu sertanejo autoral graças a uma estratégia focada em redes sociais e construção de marca pessoal. Segundo ela, o objetivo é criar uma identidade própria, com um estilo visual e comunicativo consistente que reflita sua autenticidade.

Com o cenário local ainda dominado por bandas cover, a transição para o trabalho autoral exige não só persistência, mas também uma estratégia digital eficiente. O apoio entre músicos, somado ao crescente uso das redes sociais, aponta para um futuro promissor para a música independente em Campinas.

Orientação: Profa Karla Ehrenberg

Edição: Melyssa Kell


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