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“Operação Chuvas de Verão” abrange fechamento de parques, alertas para pontos de alagamento e quedas de árvores, redobrando a atenção para a chegada de tempestades de verão
Por Caique Amorim e João Pedro Barros
A Prefeitura Municipal de Campinas começou a tomar medidas preventivas, desde o início do mês de dezembro, em relação às fortes chuvas que atingem a região. Dentre as ações, os órgãos públicos deram início à “Operação Chuvas de Verão”, que começou no dia 1° de dezembro e vai até 31 de março de 2025. O projeto promete focar em áreas de risco, zonas vulneráveis para deslizamentos de terra e inundações na cidade, como explica neste áudio Sidnei Furtado, coordenador da Defesa Civil de Campinas.
Na operação, os órgãos públicos atuam no acompanhamento de índices pluviométricos e previsão meteorológica, enviando alertas para a população, fazendo vistorias em áreas de risco e tomando medidas antecipadas como a retirada de árvores com perigo de queda, bloqueio de vias, mudanças de trajetos, isolamento de áreas e fechamento de parques etc.

Foram mapeados 28 bairros, divididos em 18 setores, que têm risco de enchentes. Sidnei Furtado falou sobre a atuação do órgão público e a relação da operação com a população campineira. “Começamos os treinamentos junto às comunidades e qualquer um poderá participar desses eventos”, explica.
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) também iniciou o monitoramento de 52 pontos e trechos de vias suscetíveis a alagamentos, que podem ser bloqueados preventivamente dependendo do volume de água acumulado em cada local. O foco das vistorias é em seis eixos principais: Orosimbo Maia; Princesa D’Oeste e General Marcondes Salgado (Bosque dos Jequitibás); José de Souza de Campos (Norte-Sul); Curtume (Vila Industrial); Sousas e Dr Heitor Penteado.
As equipes remotas da Central de Monitoramento de Operações também prestam apoio à operação, repassando aos órgãos responsáveis informações coletadas pelos agentes em campo sobre falhas na via, vegetação atrapalhando sinalizações, necessidade de desobstruir bueiros ou tampas de inspeção e vias que apresentam represamento de água de chuva.

Também atuam diretamente no caso de ocorrência de eventos climáticos extremos os Serviços Públicos, Desenvolvimento e Assistência Social e Habitação/Cohab e empresas terceirizadas especializadas em gerenciamento de resíduos, manutenção e áreas verdes, que dão apoio na operação, fazendo por exemplo, a remoção de árvores com risco de queda.
A operação será baseada na análise de índices pluviométricos e em quatro diferentes possíveis fases: o estado de observação, quando o índice é até 80 mm de chuva; o estado de atenção, quando o índice começa a partir de 80,1 mm de chuva, em que serão feitas vistorias preventivas; o estado de alerta, que significa a remoção preventiva da população das áreas previamente vistoriadas; e o estado de alerta máximo, que representa a remoção total da população de todas as áreas de risco.
Orientação: Profa. Karla Ehrenberg
Edição: Bianca Freitas
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