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“Pelo menos dois animais por dia chegam na clínica com problemas derivados do calor”, afirma veterinária
Por Jessica Midori
Fatores como a mudança de temperatura, poluição, poeira, ambiente fechado e fumaça, são agravantes que abalam o organismo, levando à crises imunológicas e estresse fisiológico, deixando o animal mais suscetível ao desenvolvimento de problemas respiratórios. Letícia Bordim, veterinária, informa que todos os dias recebe em sua clínica pacientes com problemas relacionados ao clima seco e quente.
“Diariamente, pelo menos dois animais por dia, tanto cão quanto gato, chegam na clínica com problemas respiratórios derivados do calor. O sintoma mais clássico é a falta de ar, quando o animal chega com a respiração acelerada, boca aberta, mucosa arroxeada e com o pescoço levantado, quase sempre é resultado da exposição ao calor”, revela a veterinária.
A Dra. Letícia explica que os problemas se originam devido ao funcionamento do organismo dos cães e gatos, que para respirar, precisa realizar as trocas gasosas. Segundo a veterinária, quando o ambiente está seco o ar fica cheio de detritos, e ao entrar no organismo o faz entrar em colapso, o que leva às crises de tosse, espirro, falta de ar, entre outros sintomas.

A empresária Patrícia da Silva, tutora de Maya, uma gata tricolor, conta que as mudanças drásticas na temperatura sempre abalam a saúde da felina. Ela relata que quando Maya foi resgatada das ruas em 2019, já adulta, possuía rinotraqueíte felina, mas o diagnóstico só foi confirmado um tempo depois. A condição, caracterizada por ser uma das mais comuns infecções respiratórias em gatos, especialmente os que viveram nas ruas, segundo a veterinária inclui sintomas como: espirros, congestão nasal, secreção nasal e ocular, entre outras. Patrícia, consciente e acostumada com a condição de seu pet, afirma que quando há previsão de mudança no clima, pratica ações para prevenir que os sintomas se manifestem, como sessões de inalação.
“Desde que adotei a Maya ela demonstrava sintomas sempre que o clima mudava, seja do frio para o calor e vice-versa, e ainda piorou quando eu passei um período morando em São Paulo, imagino que a poluição agravou…Quando o clima muda ela começa a espirrar bastante, sai secreção dos olhos e do nariz e ela fica apática, não tem como não notar, o comportamento inteiro muda”, revela Patrícia.
A médica indica aos tutores que possuem pets com problemas derivados da mudança de clima, uma série de ações a colocar em prática para melhorar a condição dos animais de estimação durante o período. Além das sessões de inalação, como Patrícia mencionou que pratica com Maya, a incorporação de umidificadores no ambiente, manter o animal em área ventilada e os check ups com o veterinário, também são importantes principalmente nos períodos de calor e seca. Além disso, Letícia informa que, mesmo se o seu pet não manifestar alguma doença, é possível se prevenir com vacinas específicas.
O empresário Ademir Britto, tutor de Ozzy, um yorkshire terrier de 7 anos, conta que os passeios matinais fazem parte da rotina da dupla desde que o cão era filhote. Ademir comenta ser comum da raça os picos de energia, e que os yorkies necessitam ter o seu lado ativo estimulado com frequência, por isso incorporou as caminhadas no dia-a-dia, aproveitando para acostumar Ozzy a fazer suas necessidades durante os passeios.
“Eu acordo às sete horas, tomo café da manhã e preparo a comida do Ozzy, saímos por volta das oito. Caminhamos pelo bairro mesmo, no horário as ruas estão mais tranquilas, deixo ele guiar e decidir o nosso caminho, conforme vamos andando e ele explora as calçadas. Sempre terminamos o passeio com a parada final sendo algum lugar com sombra, que ele possa descansar e beber água, como o parque da igreja ou a loja de animais do bairro”, revela Ademir.

O empresário adiciona que no calor extremo Ozzy tem menos disposição para sair de casa, mas sempre que saem, leva uma garrafa e um pote de água. Ainda, na volta do passeio, há um tapete térmico em casa para o animal se refrescar após a caminhada. Bordim chama atenção para os riscos dos passeios em horários de pico de sol, alerta que as temperaturas quentes junto à hidratação insuficiente, podem ser mortais para os pets.
“A temperatura natural dos cães e dos gatos já são mais elevadas do que a nossa, no calor isso aumenta ainda mais, podendo gerar problemas como hipertermia maligna, convulsões, desmaios, queimaduras nas patas, e até levar a morte do animal por parada cardíaca, se a temperatura corporal aumentar demais”, informa a veterinária.
Letícia Bordim destaca a importância dos tutores estarem conscientes de que há horários para passear onde não há riscos para o animal, mas no clima atual, na maior parte do dia o animal jamais deve ser exposto ao sol. A especialista aconselha os passeios nos horários no período da manhã entre as sete e oito horas, e no final do dia após as seis da tarde.
Orientação: Profa. Karla Ehrenberg
Edição: Bianca Freitas
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