Destaque
A data é utilizada para relembrar a importância do debate ecológico pela sociedade
Por: Ana Ornelas
Do latim “sustentare”, a palavra “sustentabilidade” significa dar apoio, renovar ou conservar. Nesse sentido, é pensando assim que o Dia Mundial da Gastronomia Sustentável, comemorado dia 18 de junho, é de importante debate quando observa-se a necessidade de sustentabilidade ambiental, econômica e social no mundo. A data, que foi oficialmente decretada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2016, visa mostrar como o desenvolvimento sustentável dentro da gastronomia pode ir muito além do conceito comum, e abranger esses três pilares da sociedade.

Para a professora do curso de Gastronomia da PUC Campinas, Rita de Cássia Violin, é importante pensar em todos esses segmentos, “porque a gastronomia sustentável pode gerar empregos, lucros econômicos e um crescimento na sustentabilidade quando as ações são feitas por todos”. Apesar de lecionar no curso de Gastronomia, Rita é botânica e valoriza o uso da natureza nesse processo.
Portanto, entre os pilares da gastronomia sustentável, algumas pequenas ações são: dar preferência a matérias-primas provenientes da agricultura orgânica, preferência a alimentos da estação (que podem beneficiar o consumidor a partir do baixo custo e gera empregos em colheitas), pecuária sustentável (com a integração de lavouras), menor desperdício alimentício e uso de todas as partes do alimento (por exemplo, usar casca de frutas na produção de outras receitas).

É por isso que, para Júlio Roza, estudante de arquitetura, o vegetarianismo sempre foi uma escolha altruísta. Adepto desse modo alimentar há cinco anos, ele diz que “mesmo com os benefícios, as pessoas não fazem por elas mesmas, mas, sim, por um bem maior: o crescimento sustentável.” Além disso, o estudante reitera que, não só esse movimento, mas como todas as pequenas ações de gastronomia sustentável são de base científica e pautadas em dados, como aponta o relatório “10 principais tendências globais de consumo de 2022”, no qual 67% dos consumidores entrevistados apontam tentativa na prática de algumas dessas pequenas atividades.
Já para outra estudante de arquitetura, Bianca Prado, a questão ambiental derivada da pecuária brasileira é um grande fator definitivo em sua alimentação pescetariana (pessoa que se alimenta da carne de peixe). Para Bianca, “a quantidade de gás metano que a pecuária não sustentável produz e o ar poluente gerado, afeta a saúde de todas as pessoas, principalmente daquelas que estão mais próximas a esses locais.” Portanto, a necessidade de uma maneira mais conservada ecologicamente mostra como a gastronomia sustentável pode ser considerada desde as primeiras etapas de uma produção.
Entretanto, como a Profa. Rita diz, não é preciso adaptação alimentar no apoio da gastronomia sustentável. “Não podemos julgar a magnitude das ações de cada um. É claro que tornar-se vegetariano é um ato sustentável, mas, da mesma forma, praticar a reciclagem em casa também é. Tudo começa na mudança cotidiana de tornar hábitos sustentáveis”, finaliza.
Orientação: Prof. Gilberto Roldão
Edição: Giovanna Sottero
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