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Obras de madeira reforçam a ideia da sustentabilidade

Artistas Leani Ruschel e Regina Lara apresentam novas obras sobre a importância da preservação ambiental

Por: Mariana Dadamo

A exposição “Retoques do Sensível” feita por LeaniRuschel, com parceira de Regina Lara e curadoria de Cris Rick, é anunciada para o público esculturas de madeira que refletem a sensibilidade e o compromisso com a preservação ambiental. Visando que é preciso cuidar da natureza para as novas gerações, a exibição irá até 18 de maio no Museu da Cidade, em Campinas de terça-feira a sexta-feira dás 10h a 12h e 14h até 17h e de sábado a partir dás 10h às 14h.

Mostrando a sustentabilidade feita com essas obras que surgem de diversas formas, como andando pela rua e avistando uma árvore caída, observando um desmatamento e salvando alguns galhos e raízes, de queimadas e até mesmo quando é necessário a poda, elas reutilizam esses materiais.

Leani Ruschel com uma das obras resgatadas pelo incêndio e transformada em uma escultura impactante e com cores vivas.(Foto: Mariana Dadamo)

Aposentada como professora da Universidade Estadual Paulista, de Assis, Leani Ruschel, 80, sempre teve ligação com a arte e ela se inspirou através do trabalho do artista judeu-polonês Frans Krajcberg, defensor da natureza e ativista contra osincêndios na Amazônia que morreu em 2017. Elecoletava madeira do oceano deixada pelos incêndios e transformava-a em arte.

“Meu vizinho Leopoldo também me mostrou como transformar os galhos e raízes em algo bonito”, disse a artista que através de um amigo, ela pôde explorar as várias formas de moldar a madeira e descobriu que era possível, assim iniciou em sua própria casa a desenvolver as esculturas.

A exposição conta com 18 obras de acervo e exclusivas, sendo que o critério foi colocar as obrasfeitas a partir de incêndio na frente do Museu e mostrar como a madeira pode ser reaproveitada dofogo. Dessa forma, essa estética mais agressiva transforma a visão sob um mesmo objeto.

Segundo o SEMIL (Secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística) “Pouco mais de 34 hectares foram objetos de fogo com causas desconhecidas e deslizamento natural e encontram-se em processo de regeneração.”, no estado de São Paulo em 2021. Mostra a invasão humana sem explicações em diversas áreas que não deveriam ter sido afetadas.

Em relação a parceria com a Regina Lara, que é professora da Universidade Mackenzie e formada em arte, elas viraram amigas em uma aula de hidroginástica e Leani sugeriu que juntassem as obras de madeira com vidro. Assim, 3 das 18 obras são construídas primeiro a parte em madeira e depois Regina junta com vidro, mas é um processo difícil por conta de ter que ir ao forno.

A junção do vidro com a madeira é o que eu mais gostei, mesmo eu estar ligada ao vidro, eu adorei essa percepção que elas tiveram.”, conta Vera Orsini ao visitar a exposição.(Foto: Mariana Dadamo)

Vera Orsini, 78 anos, é artista visual e foi a exposição por trabalhar com vidro e conhecer a Regina, sendo de interesse mútuo. “Eu achei maravilhoso, dá para ver que tem vida, a maioria das obras são a partir de queimadas e isso transformouminha percepção em relação a natureza.”, conta a artista.

A ideia é que não precisa cortar uma árvore inteirapara fazer algum objeto, é só podar. “Assim como nós precisamos cortar a unha, o cabelo, as árvores precisam ser podadas para manter a saúde, às vezes os galhos extras pesam demais e precisam ser cortados.”, afirmou Cris Rick, 55 anos, que é professora e desde 2019 está atuando como artista com sua mãe Leani Ruschel.

A obra “Reminiscência” foi a primeira obra de Cris Rick para uma exposição “A obra conversou comigo, ela se fez sozinha, ela se construiu”. Com auxílio, Cris a resgatou de escombros, limpou e começou a lapidar a forma que essa obra seria projetada, com duração de 1 mês apenas, ela construiu a obra de quase 1 metro.

Cris Rick com sua obra “Reminiscência”, uma das maiores já feita por ela e desenvolvida em um curto período de 1 mês. (Foto: Mariana Dadamo)

Hoje em dia, por conta da idade, Leani não está mais conseguindo construir obras muito grandes, por isso ela está investindo em esculturas pequenas e de fácil construção. Além disso, sua filha Cris assumiu a maioria das obras e agora ela está dando continuidade no projeto além de sua casa.

“Temos interesse de levar nossos conhecimentos para outros lugares além de Barão Geraldo- SP, como oficinas para crianças e workshops sobre a reutilização da madeira e passar a visão de sustentabilidade para essa nova geração.”, afirmou Cris Rick.

Exposição Retoques do Sensível vídeo:

https://drive.google.com/file/d/1M1FTEu_nOI1Afij74gWym4m8DqEqfKul/view?usp=drivesdk

Orientação: Prof. Gilberto Roldão

Edição: Giovanna Sottero


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