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Com reforma iniciada em julho do ano passado, Setec diz ter concluído 60% da remodelação do patrimônio
Por: Ana Beatriz Morales, Júlia Sabatin e Marília Coimbra
Faltando menos de 4 meses para a finalização das obras de revitalização do Mercado Municipal de Campinas, os permissionários de boxes do antigo centro comercial já preveem o adiamento da entrega das obras. Segundo o presidente da Setec (Serviços Técnicos Gerais), órgão público responsável pelo gerenciamento do espaço, Enrique Lerena, a reforma que teve início em julho de 2023 já concluiu 60% da remodelação do patrimônio histórico-cultural localizado no centro da cidade.

Para os lojistas, o atraso na entrega das obras significa a diminuição dos clientes e queda do faturamento. De acordo com o proprietário da loja Casa do Chapéu, Leonardo Martins, o fluxo de clientes no estabelecimento caiu 40% após o início da revitalização. “A previsão de entrega das obras é para agosto deste ano, mas como nós estamos vendo, sabemos que não vão conseguir entregar no prazo”, reforçou Leonardo.
Além da queda no número de clientes, outros imprevistos também foram citados pelos comerciantes, como a falta de espaço nos boxes para os estoques. Elaine Magri, da loja Canto dos Temperos, afirmou ter alugado um espaço à parte para armazenar seu estoque. “Optamos por alugar um galpão para estocar nossos produtos e assim evitar problemas inesperados, como a contaminação por poeira da obra”, complementou Magri.
Abaixo, o áudio das entrevistas feitas com consumidores no Mercadão

A estrutura provisória, onde os clientes são atendidos nesta fase de transição, foi montada no estacionamento do Mercado, visando continuar as atividades dos lojistas no período das obras. Segundo o assessor técnico da Setec, Enrique Lerena, a empresa perdeu os lucros do estacionamento, que chegava a R$ 1 milhão mensais, e está custeando as tendas provisórias, o que resultou em uma despesa de R$ 400 mil reais por mês.
“Às vezes, não somos compreendidos por alguns comerciantes que alegam falta de apoio da Setec em relação à reforma. Estamos ajudando muito, só não podemos ajudar mais, pois não temos mais espaço financeiro. Se fôssemos pensar apenas no ponto econômico, teríamos fechado o Mercadão e retomado as atividades só depois da conclusão da reforma”, afirmou o presidente da Setec.
A seguir, o vídeo da entrevista com o assessor técnico da Setec, Enrique Lerena
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: Isabela Meletti
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