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Objetivo é observar bairros que normalmente ficam ilhados por causa das chuvas; moradores foram treinamos para atuação nos socorros
Por Laura Saroa
A Operação Verão 2023/2024, realizada pela Defesa Civil de Campinas, tem início no próximo dia 1° de dezembro e término em março de 2024. Este ano, líderes comunitários das principais áreas de risco da cidade receberam, no mês de novembro, um treinamento para fazer o monitoramento dos níveis dos rios e córregos que podem provocar eventuais transtornos aos moradores.

De acordo com um levantamento da Prefeitura de Campinas, 18 áreas apresentam altos riscos de inundações, como: Vila Holândia, Jardim Santa Mônica, Jardim São Marcos e Jardim Campineiro, Jardim Ipaussurama, Jardim Rossin (Núcleo Princesa d’Oeste e Jardim Florence, Jardim Campo Grande, Sousas, Jardim Novo Flamboyant, Jardim Itatibaia, Jardim Andorinhas,Jardim Tamoio, Parque Oziel, Jardim Monte Cristo, Jardim Irmãos Sigrist, Jardim Santo Antônio, Parque Universitário e Jardim Campos Elíseos.
Sidnei Furtado, coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, explica que em caso de uma ocorrência em um determinado bairro da cidade, as equipes são previamente acionadas para avaliar os riscos e determinar uma possível interdição. “É um trabalho que é monitorado 24 horas, então se entrar uma ocorrência no nosso sistema [o 40199] vai uma equipe no local verificar a extensão da gravidade até o isolamento daquela moradia e se há necessidade de uma interdição e, por vezes, de uma remoção dos moradores”, descreve.

Para a operação deste ano, a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) vai trabalhar em parceria com a Defesa Civil para casos em que será necessário o fechamento de parques públicos. Segundo Sidnei Furtado, essa situação deve ocorrer quando a cidade entrar no chamado Estado de Atenção, ou seja, com um acumulado de 80 milímetros de chuva, em 72 horas.
Cláudia Fonseca Baldini, professora da rede estadual e moradora do bairro Nova Sousas, foi uma das pessoas que recebeu o treinamento para a Operação Verão 2024. Para ela, essa ação pôde incluir os moradores que mais sofrem com as fortes chuvas, em medidas práticas e podem evitar com percam seus pertences. Como parte da Associação dos Moradores, por meio de um grupo de WhatsApp com a
Defesa Civil de Campinas, todos os dias ela recebe informações sobre o clima e quais podem ser os eventuais riscos de onde mora.
A moradora do bairro conta ainda que em anos anteriores, durante o período de chuvas em Campinas, ela ficou ilhada devido à alta vazão do Ribeirão das Cabras, parque que fica próximo da sua residência, e não conseguiu retornar para casa. “Para chegar no bairro, em dias de chuva, a gente fica ilhado porque enche o Ribeirão das Cabras. Então temos que passar pela linha, onde se faz caminhada. Em 2015, caiu uma árvore e encheu a ponte e a gente não conseguiu voltar para casa”.
A Defesa Civil divide em quatro níveis o controle de risco da cidade, sendo o primeiro chamado de Estado de Observação, com índices pluviométricos de até 80 mm. A partir de 80,1 mm, o estado passa a ser de Atenção. Nesse estágio, as equipes realizam vistorias em imóveis já identificados como área de risco para enchentes e inundações. O terceiro nível é chamado de Estado de Alerta, onde há uma remoção preventiva de parte dessa população que está em uma região mais vulnerável. E por fim, o quarto nível é chamado de Alerta Máximo, ou seja, quando é feita a remoção de todos os moradores dos pontos mais críticos, com possibilidade de desabamento.
Orientação: Profa. Rose Bars
Edição: Théo Miranda
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